sábado, 12 de dezembro de 2009

Pela Paz

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu nesta semana o Prêmio Nobel da Paz. Ele fez um discurso, pela paz, onde sitou por diversas vezes, acho que por 40 vezes, a palavra guerra. Isto me fez lembrar a canção Ironic, da cantora e compositora canadense, Alanis Morissette. Não é irônico, o vencedor do Nobel da Paz está comandando duas guerras? A mim, parece bastante irônico!
Muitas pessoas disseram que premiar Obama foi precipitado. Eu tenho duas opniões: a primeira é que foi uma decisão irresponsável e a segunda é que foi uma forma de pressionar os Estados Unidos a pôr um fim a esse banho de sague.
Obama falou em seu discurso sobre uma guerra justa e eu lhes pergunto: existe alguma guerra justa? Durante todo esse tempo quantos culpados morreram ou foram presos? Agora me digam quantos inocentes perderam suas vidas? Acho, caro Presidente da nação mais poderosa do mundo, que não há nada mais justo do que a paz. A guerra só trouxe dor. O que será das crianças iraquianas e afegãs, depois de conviverem diariamente com um cenário de total destruição? É essa a guerra que o senhor chama de justa?
Justiça pra mim, senhor Presidente, é o respeito total e irrestrito aos direitos humanos.
Ontem, eu assisti ao filme "O Grande Ditador", do Chaplin. Uma obra brilhante! No fim, o barbeiro judeu, interpretado por Chaplin, faz um discurso emocionante. Era um discurso parecido com este que eu esperava do senhor. Talvez eu seja ingênua, afinal o senhor governa o país mais poderoso do mundo e possui muitos inimigos, mas pelos seus discursos, durante a campanha pela presidência, eu esperava um pouco mais do senhor. Eu esperava isto:

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio, negros, brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!"

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Conferência do Clima



O assunto da vez é a Conferência do Clima em Copenhagen, capital da Dinamarca, organizada pelas Nações Unidas. Esperamos que desta conferência, onde estarão reunidos os grandes líderes mundiais, saiam soluções reais e eficientes para conter o avanço do aquecimento global. É uma oportunidade única para tratar do assunto. Manifesto aqui a minha insatisfação em relação a proposta brasileira, sinceramente, eu esperava uma proposta mais consistente. Estamos esfrentando sérios problemas climáticos e é preciso que todos revejam seus hábitos e formas de consumo. Chegou a hora de acordar! Ainda dá tempo! Segue a música de Bob Dylan, que virou o hino daqueles que lutam para salvar o Planeta Terra.

A Hard Rain's Gonna Fall

Oh, where have you been, my blue-eyed son?
Oh, where have you been, my darling young one?
I've stumbled on the side of twelve misty mountains,
I've walked and I've crawled on six crooked highways,
I've stepped in the middle of seven sad forests,
I've been out in front of a dozen dead oceans,
I've been ten thousand miles in the mouth of a graveyard,

And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, and it's a hard,
And it's a hard rain's gonna fall.

Oh, what did you see, my blue-eyed son?
Oh, what did you see, my darling young one?
I saw a newborn baby with wild wolves all around it
I saw a highway of diamonds with nobody on it,
I saw a black branch with blood that kept drippin',
I saw a room full of men with their hammers a-bleedin',
I saw a white ladder all covered with water,
I saw ten thousand talkers whose tongues were all broken,
I saw guns and sharp swords in the hands of young children,

And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, it's a hard,
And it's a hard rain's gonna fall.

And what did you hear, my blue-eyed son?
And what did you hear, my darling young one?
I heard the sound of a thunder, it roared out a warnin',
Heard the roar of a wave that could drown the whole world,
Heard one hundred drummers whose hands were a-blazin',
Heard ten thousand whisperin' and nobody listenin',
Heard one person starve, I heard many people laughin',
Heard the song of a poet who died in the gutter,
Heard the sound of a clown who cried in the alley,

And it's a hard, and it's a hard, it's a hard, it's a hard,
And it's a hard rain's gonna fall.

Oh, who did you meet, my blue-eyed son?
Who did you meet, my darling young one?
I met a young child beside a dead pony,
I met a white man who walked a black dog,
I met a young woman whose body was burning,
I met a young girl, she gave me a rainbow,
I met one man who was wounded in love,
I met another man who was wounded with hatred,

And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard,
It's a hard rain's gonna fall.

Oh, what'll you do now, my blue-eyed son?
Oh, what'll you do now, my darling young one?
I'm a-goin' back out 'fore the rain starts a-fallin',
I'll walk to the depths of the deepest black forest,
Where the people are many and their hands are all empty,
Where the pellets of poison are flooding their waters,
Where the home in the valley meets the damp dirty prison,
Where the executioner's face is always well hidden,
Where hunger is ugly, where souls are forgotten,
Where black is the color, where none is the number,

And I'll tell it and think it and speak it and breathe it,
And reflect it from the mountain so all souls can see it,
Then I'll stand on the ocean until I start sinkin',
But I'll know my song well before I start singin',

And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard,
It's a hard rain's gonna fall.