segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

UMA VISÃO GERAL DA ECONOMIA BRASILEIRA



Durante três décadas (1950, 1960 e 1970), o Brasil obteve altas taxas de crescimento acompanhando o bom momento da economia mundial. Neste período, o objetivo da política econômica brasileira era a industrialização. O Plano de Metas e o II PND mostram claramente a proposta desenvolvimentista. Em 1979, devido ao segundo choque de oferta do petróleo e ao aumento das taxas de juros internacionais, reduzem-se consideravelmente as fontes de financiamento do desenvolvimento. 

Sendo assim, a recessão econômica da década de 1980 gerou questionamentos quanto ao modelo de forte intervenção estatal que vigorou no Brasil desde os anos de 1940, principalmente no que diz respeito a crise fiscal, devido a quebra do padrão de financiamento do setor público. Esta ruptura origina-se na própria recessão, na inflação e no fato do governo ter assumido os prejuízos da crise econômica. Os principais causadores dessa ruptura foram: primeiro, a desestruturação do financiamento fiscal, que ocorreu devido ao aumento dos subsídios ao setor privado, da política de preços e tarifas públicas para conter a inflação e da ajuda governamental dada a empresas em dificuldades financeiras; segundo, aumento das taxas de juros, que agravou ainda mais o problema fiscal. As taxas de juros mais altas atraiam o capital especulativo e continham o crescimento da base monetária controlando a liquidez.

Em meados dos anos 80 e início dos anos 90, o Brasil presenciou a tentativa fracassada de diversos planos de estabilização, que geraram um clima de incerteza a respeito das políticas econômicas. Este cenário somado a inflação descontrolada provocou a perda da função alocativa dos preços relativos. Até ocorreu uma pequena melhora em 1986, devido ao Plano Cruzado. Medidas como o “gatilho salarial” ajudaram a conter a inflação e incentivar a demanda agregada e houve também aumento dos investimentos.

A partir da década de 1990 com o lançamento do Plano Collor, as reservas em moeda estrangeira aumentaram devido às elevadas taxas de juros praticadas pelo governo e também notou-se um maior liberalismo econômico. Estas medidas, apesar de desestimular o investimento, foram de suma importância para a implementação do Plano Real em 1994. 

Passado o período de turbulência e instabilidade, que culminou no impedimento do Presidente Fernando Collor de Mello, o país recuperou o otimismo fruto da instituição de um novo plano econômico, o Plano Real. O Real tinha como principal vantagem – comparando aos outros planos – o ajuste fiscal feito anteriormente – fruto de políticas neoliberais recomendadas pelo Consenso de Washington e por não utilizar o congelamento de preços para conter o processo inflacionário. Os resultados, no curto prazo, foram o reaquecimento da atividade econômica e a valorização do câmbio, que causou um aumento considerável das importações. Fato que foi chamado de “âncora cambial”.

Após mais de uma década com crescimento ínfimo, altas taxas de inflação e de baixo investimento, a economia brasileira ensaiou uma recuperação entre 1993/94, quando a taxa de investimento foi de 18,67% para 20,81%, o que continuou a ocorrer entre 1994/95, porém em níveis bem menos expressivos, um aumento de apenas 2,63%. As principais razões apontadas para o aumento dos investimentos foi a queda inflacionária e a diminuição da incerteza em relação aos rumos da economia, o que possibilitou aumento da demanda e uma melhor utilização da capacidade instalada. 

Apesar dos avanços do Plano Real, o país ainda era vulnerável às crises externas evidenciando a impossibilidade dos países periféricos sustentarem o crescimento econômico em um ambiente de ampla abertura comercial e financeira, valendo-se de uma política cambial de sobrevalorização de suas moedas frente ao dólar. No Brasil, a consequência imediata foi a fuga de capitais, diminuindo as reservas internacionais e aumento do déficit do balanço de pagamentos. Por esse motivo, o governo brasileiro adotou políticas econômicas restritivas, que desaceleraram a atividade econômica e fizeram estagnar a taxa de investimento a partir de 1996.


Logo no início do ano de 1999, o governo brasileiro determinou a mudança da banda cambial adotando a taxa de câmbio flutuante. A situação macroeconômica do país se agravou drasticamente. Apesar do acordo com o FMI e da liberação da primeira parcela dos recursos previstos, a fuga de capitais continuou a ocorrer, diminuindo as reservas em moeda internacional e ruindo com as expectativas dos mercados em relação ao Brasil conseguir manter o Real sobrevalorizado, pois as taxas de juros elevadas já não faziam efeito contra os ataques especulativos sofridos pela moeda nacional. Somando-se a este quadro, após as eleições de 1998 o presidente, Fernando Henrique Cardoso, perdeu apoio no Congresso Nacional, além da moratória da dívida estadual decretada pelo governador de Minas Gerais, Itamar Franco. A taxa de investimento caiu de 17,7% em 1998 para 16,2% em 2000 (dados do IBGE). O crescimento do PIB de 4,2%, em 2000, foi impulsionado pelo aumento do consumo e das taxas de investimento, porém os resultados do ano posterior (2001) foram prejudicados por tensões internacionais e pela crise do setor energético no país.

Em 2003, pela primeira vez na história deste país, um partido assumidamente de esquerda conseguiu eleger um presidente, o ex-operário do ABC Paulista, Luis Inácio Lula da Silva e contrariando as expectativas, assumiu o compromisso de manter o legado de estabilidade monetária, deixado pelo seu antecessor. Durante o Governo Lula, o Brasil teve avanços sociais importantes, porém com baixo crescimento econômico. A mais alta taxa de crescimento foi no resultado de 2010, quando o PIB chegou a 7,5%, pegando carona nas políticas keynesianas utilizadas pelo governo para diminuir os impactos da crise do subprime de 2008. Em oito anos deste governo, o PIB cresceu em média 4% ao ano. 

Durante algum tempo, acreditou-se que as altas taxas de inflação, que o Brasil enfrentou deste a década de 1970 até a implementação do Plano Real (1994), fossem a principal dificuldade para o país se desenvolver. Porém, mesmo com a estabilização dos preços, atingir um nível razoável de crescimento e conseguir sustentá-lo, tem sido uma missão bastante complexa.

A Comissão para o Crescimento e Desenvolvimento Econômico, do Banco Mundial, publicou um estudo em 2008 sobre o crescimento econômico em diversos países que obtiveram êxito neste quesito. A Comissão observou algumas características comuns a estes países, entre elas estavam as altas taxas de investimento e poupança, que são fundamentais para alcançar o crescimento sustentável e consequentemente o desenvolvimento econômico com a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros.

Em 2011, Dilma Rousseff, chegou ao poder colocando por terra todos os fundamentos macroeconômicos essenciais para a manutenção das nossas conquistas. Intitulando-se “Presidenta” da República, para enfatizar, que foi a primeira brasileira a assumir este posto, Dilma imprimiu logo sua marca e fez valer a fama de “gerentona”. Ela acumula as funções de “Presidenta”, Ministra da Fazenda e Presidenta do Banco Central. Antes, só vi o Sarney fazer tanta bobagem.

É importante ressaltar, que o Brasil antes de ser gerido por esta senhora, crescia pouco, mas crescia. A insistência em medidas populistas, a cobiça desenfreada e a total ausência de competência de Dilma e de sua equipe econômica, fizeram acordar antigos fantasmas conhecidos nossos, como a inflação e o desemprego. O que se chamou “Nova Matriz Econômica”, nada mais é do que a escavação de nossas sepulturas. Perdemos mais uma vez o curso da história e ficaremos, pelo menos, mais cinco anos sentados na janela.

Era claro que o preço das commodities não permaneceria para sempre em patamar elevado. Não precisa ser formado em economia para saber que os ciclos chegam ao fim, mais cedo ou mais tarde. É uma sabedoria intrínseca da vida. Mas parece que os nobres colegas Unicampistas desconhecem a história. Desconhecem ou ignoram? Era claro também que o dólar tinha uma gordura para queimar, mas jamais em minha vã filosofia supus o dólar acima de R$4,00. Agora, fica até difícil fazer uma previsão. Creio que ele oscilará em torno dos R$4,20 e que não cederá abaixo de R$3,00 tão cedo. 

Temos um cenário externo bastante caótico e desfavorável ao Brasil. O preço do petróleo derretendo e comprometendo ainda mais a Petrobrás. A vontade que eu tenho é de chorar quando olho em que patamar chegou o Ibovespa. Também não consigo vislumbrar inflação mais branda. A carestia é rígida, porque preço é expectativa. E quais expectativas os senhores acham que os investidores e agentes econômicos tem em relação ao Brasil? Não á um indicador econômico positivo. E não há qualquer sinalização de que um ajuste fiscal consistente será feito. Mais uma vez, Dilma e sua equipe incorrem em erros primários, igualzinho o Sarney e suas medidas heterodoxas. O atual Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, lançou um plano de três ações: pagar as pedaladas fiscais, aprovar a CPMF e incentivar a diminuição de juros para créditos via bancos públicos, sem recorrer ao Tesouro. Como ele conseguirá esta façanha eu não sei, mas posso arriscar qual das medidas fará mais efeito. 

O meu objetivo com este texto é ressaltar a importância de se elevar os níveis de poupança e investimento para atingirmos um crescimento sustentável e o tão sonhado desenvolvimento econômico, mas pautados nestas variáveis e não como tem sido feito no Brasil. O Governo incentivou o consumo utilizando a teoria Keynesiana de forma oportunista e eleitoreira para alcançar seu projeto de poder. Ok, PT, vocês conseguiram, já tiraram as nossas calças, agora tenham a decência de pegar vossos chapéus e apagar as luzes.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Canção da América



Amigo é coisa para se guardar

Debaixo de sete chaves

Dentro do coração

Assim falava a canção que na América ouvi

Mas quem cantava chorou

Ao ver o seu amigo partir




Mas quem ficou, no pensamento voou

Com seu canto que o outro lembrou

E quem voou, no pensamento ficou

Com a lembrança que o outro cantou




Amigo é coisa para se guardar

No lado esquerdo do peito

Mesmo que o tempo e a distância digam "não"

Mesmo esquecendo a canção

O que importa é ouvir

A voz que vem do coração




Pois seja o que vier, venha o que vier

Qualquer dia, amigo, eu volto

A te encontrar

Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

PENSAMENTO DO DIA

Ninguém conseguirá saber o que você deseja se você não se expressar com clareza, manifestando seus anseios de uma forma que seja fácil de entender. Silenciar e guardar segredos complica tudo.

domingo, 10 de janeiro de 2016



Recebi esta mensagem do meu vizinho, Luiz Franklin de Mattos, pelo inbox do Facebook, mas só ontem, quando baixei o aplicativo "messenger", que consegui visualizar. Foi a mensagem mais bacana que recebi. Muito obrigada, tio Franklin. Abraços em toda família.


Tentando usar as palavras para descrever meus sentimentos, decidi escrever este texto em agradecimento. Porque só tenho a agradecer. Porque agradecendo nos tornamos mais humildes e capazes de enxergar os pequenos gestos que realmente trazem a felicidade. Depois de um tempo de provações, tive o privilégio contar infinitos gestos de solidariedade, apoio, incentivo, vibrações de paz. E gostaria que todos pudessem sentir a mesma emoção que sinto agora. Renovar. Dar uma nova chance a nós mesmos. É tempo de perdoar. Perdoar aqueles que por algum motivo cruzaram nosso caminho e não puderam levar o melhor de nós. Perdoar aqueles que não souberam trazer sentimentos verdadeiros e perderam tempo com críticas e julgamentos. E, o mais importante, perdoar a nós mesmos. Por não termos dado o valor justo às nossas escolhas e às nossas vidas. Por não termos entendido o tamanho da nossa força, que acreditem é muito grande. É tempo de doar. Doar mais tempo àquilo que nos faz feliz e mais atenção aos que estão ao nosso redor. Cuidem de quem corre do seu lado. Doar mais sorrisos. Não aquele que só mostra os dentes, mas aquele sorriso que vem de dentro e que transmite a mais pura alegria. O sorriso de uma criança. É tempo de viver. Aproveitar de verdade as oportunidades, que são inúmeras, mas por vezes não conseguimos enxergar. Sentir mais, ouvir mais e falar menos. Usar nosso tempo de maneira positiva, para ajudar, para cuidar e trabalhar naquilo que traz prazer, porque, dessa forma, aquele que passar por você, vai levar muito mais do que esperava receber. É tempo de amar. Porque se tem uma frase que é verdadeira é aquela que diz que só o amor constrói. É tempo de agradecer. Por isso, em minhas orações estão todos vocês. Acredite. Tenha fé. E apenas agradeça. Permita que os Mestres Cósmicos e o GADU irradiem suas vibrações Perceba que evoluir é entender muito mais o real sentido da palavra espiritualidade. Muito obrigado meus irmãos que me receberam de braços abertos e me mostraram que realmente as diferenças somam. Feliz 2016.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Clube



Da série: A beleza salvará o mundo. Este é um dos discos antológicos da música popular brasileira - e meu preferido - do coletivo de músicos conhecidos como Clube da Esquina, liderado pelos cantores e compositores Lô Borges e Milton nascimento.


Muita gente acha que as duas crianças na foto são Milton e Lô, mas não. Esta capa lindíssima e histórica estampa dois Antônios, os meninos José Antônio Rimes e Antônio Carlos Rosa de Oliveira ou Tonho e Cacau. O fotógrafo, Carlos da Silva Assunção Filho, passando de carro, percebeu a beleza que havia na imagem e registrou os dois meninos sentados na beira de uma estrada de terra, próximo a Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro.


Este disco marcou toda minha vida. Tenho cada canção gravada no meu coração com todo carinho. Todas às reverências à Bossa Nova e seus compositores e à Chico Buarque de Holanda, mas para mim, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Wagner Tiso e Tavinho Moura, estão no mais alto ponto que se possa chegar da perfeição.


Sempre acho que há algo divino nesses feitos humanos, de chegar ao maior nível de excelência e beleza. É o mais próximo, que nós mortais, conseguimos chegar de Deus. Este disco é resultado de amor à música, de amor entre amigos. Todos são músicos de excelência, com total destaque ao grande, ao grande, ao grande, ao gigante, Milton Nascimento ou Bituca, para os íntimos. 


Quem não conhece trate de procurar, pois faz parte de um Brasil de pessoas maravilhosas e talentosas, que mesmo com dom nato, estudam, aprimoram-se. Muito diferente das porcarias que o mercado atual nos oferece.