sábado, 28 de novembro de 2009

Quase Verão


Vou me embreagar de tristeza
Nesta noite quente de verão
Que ainda se anuncia
Cinco metros quatros de solidão
Pó, poeira e depressão
Quem consegue viver sóbrio
No breu das almas que vagam sem direção
Vou transformando os sentimentos em droga destilada
É sempre mais fácil desse jeito
Quero tragar você
Até que meus dedos fiquem amarelos apático
Aliás, é a apatia que me devora dentro dessas quadro paredes
A parte que mais dói
É quando você atravessa meu sono
E me deixa sem ar até às quatro da matina
Amanhã será mais um dia de sol no Rio de Janeiro
E eu aqui rezando para a próxima noite não chegar
Mas a noite sempre vem
Silenciosa como a paixão
E mesmo sem querer
Lá está você roubando meu sono novamente
Com esse seu ar de rapaz sério
Eu sei que é só um truque pra me confundir
Não tente me deter
Dessa vez vou me livrar de você
Terça, às 15 horas, no NARANON

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