sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Texto Misterioso

Sempre escrevo algo no final do ano, geralmente, faço no Natal, mas este ano foi tão corrido, que o espírito natalino só me visitou no último momento, quando fiz as minhas tradicionais orações e observando a minha irmã grávida. Sua barriga está a cada dia mais vistosa e ela ainda mais bela. É a mágica da vida. Isso tudo é emocionante demais para mim e por vezes me faltam palavras para descrever o quanto a vida pulsa e o quanto certas coisas ficam pequenas.
Sendo bem sincera, eu me estressei demais em 2014 e os cabelos brancos se acumulam. Amigos, os maiores investimentos que podemos fazer são em nossas saúdes e mentes. Dias difíceis estão por vir, mais do que já temos enfrentado, por isso, cuidem-se. Amem. Quando estiverem estressados vão a algum lugar ao ar livre. Tomem um banho demorado. Façam chazinhos de camomila e erva cidreira. Boldo também é bom para ressentimentos. Façam esportes. Liberem a energia desse mundo maluco em que vivemos. Larguem esses celulares. Também gosto de ficar conectada, mas tudo tem limite. Quando estiveram na presença de alguém querido larguem os  celulares e apreciem a companhia, apreciem os passeios.Sua grama só será sempre verde se você cuidar dela.
Essa coisa de apreciar uma boa conversa e a companhia de pessoas queridas é importantíssimo. 2014 me mostrou mais uma vez o quanto a vida é breve. Meu primo, Julian, partiu com apenas 18 anos de idade, em uma triste fatalidade. Não era próxima a ele, mas presenciar a dor da sua família é algo que transforma o ser humano.
Também não questiono mais as coisas inexplicáveis deste mundo. Tantas coisas chegam a mim de uma forma louca, que se eu contar ninguém acredita. O texto abaixo é só mais um exemplo desses fatos curiosos. Como ele chegou até mim de forma misteriosa não sei seu autor. Colocarei entre aspas respeitando quem o escreveu. Uma excelente passagem de ano para vocês, meus amigos, que tenhamos muita calma e sabedoria em 2015.


"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

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