quinta-feira, 28 de maio de 2015

Guia Gastronômico Parte II

Casa Urich

Rua São José, 50.

Opinião: Restaurante tradicional especializado em comida alemã. O prato escolhido foi Frikadelli, que são almôndegas alemãs acompanhadas por salada de batata. O molho é espetacular, de comer rezando! É super bem servido e ao mesmo tempo não pesa no estômago. O atendimento é excelente. O prato chegou em 5 minutos. Eles possuem uma boa cartela de cervejas artesanais e servem croquetes de entrada, mas nós não provamos. O que deixa a desejar é o preço. Os pratos são saborosos, mas são simples. Achamos o valor um pouco acima do padrão. Não é um lugar para almoçar diariamente. Queremos voltar para experimentarmos o gulash com spätzle, que é um prato alemão bastante popular e é preparado, na casa, de forma artesanal. O ambiente é muito agradável e amplo. Recomendamos com louvor! Não deixem de pedir a sobremesa, apfelstrudel (tradicional doce alemão feito com maçãs).

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sobre os casos de violência nos últimos dias

Proponho a venda, a preço de custo, de coletes a prova de balas e facadas. Talvez aí esteja uma boa oportunidade para quem quer empreender no Brasil.
Geralmente, tenho muito a dizer sobre todos os assuntos, mas sobre os últimos episódios de violência tenho certa dificuldade, como se eu estivesse engasgada. Sinto-me em completa letargia como se todo o meu corpo estivesse dormente e eu não conseguisse me mexer para virar o pescoço se quer. Sinto um cansaço diário. Um cansaço que vai além, que me paralisa as ações.
Todos os dias, como na música do Chico, faço tudo sempre igual. Pego o ônibus. Quase sempre lotado, então quase sempre vou em pé.  Ligo o rádio e sempre ouço as mesmas notícias: corrupção e violência. Perco a paciência com alguém que está dentro do ônibus, porque julgo alguma atitude desprovida de educação. Chego ao Centro quase 2h depois. Quase sempre exausta. Meus passos até o trabalho são incertos. Ando de punhos cerrados esperando um ataque.
Dias e dias vão passando e é sempre assim. Sinto-me com uma bomba relógio no pescoço. Sinto-me a beira de um constante ataque cardíaco. Falando assim parece que tenho algum medo. Já não sinto medo. A apatia é tanta que me encontro num limbo de indiferença. Esse é um estágio deprimente da vida humana, mas nada pude fazer para evitar. Da mesma forma que aqueles meninos armados com facas não se importam com a vida de suas vítimas, também já não tenho me importado com a vida deles.
“... matar ou morrer e assim nos tornamos brasileiros”, ah Cazuza! Você nunca foi tão contemporâneo. É muito difícil ser gente grande, agora imagina a dificuldade que é ser gente grande num país como o Brasil, onde as portas andam. Aqui o surreal é banal. Como que um menino de rua não vai ter raiva? Como que se controla raiva sem amor, sem abrigo, sem o mínimo? As drogas não contemplam sentimentos. Elas roubam a alma. Estamos sendo atacados por exércitos de zumbis, como nos seriados estrangeiros. Cadê as instituições sócio-educativas deste país? É a total falência de tais instituições que colocam em xeque o ECA. O estatuto é bem feito, mas não é utilizado da forma que deveria. Um menor passa diversas vezes por internações até chegar a fase adulta ou até cometer atos cruéis, como tirar a vida de outrem. Todos sabem qual é o caminho. Falta vontade. Neste país tudo depende de vontade política. É certo que não dá pra salvar todo mundo, mas uma boa parte desses jovens podem ser resgatados. Até os 15 anos as chances são grandes.  
Vamos continuar nos escondendo dentro das nossas casas esperando uma intervenção divina, fingindo não termos nada com isso ou vamos pressionar quem realmente pode ajudar a resolver o problema? Eu sabia que deveria preparar meu psicológico, porque tudo neste país iria piorar, que além de todos os problemas econômicos enfrentaríamos convulsões sociais. Começo não achar tão apocalíptico o relatório da Empiricus, que anuncia “O Fim do Brasil”. Eu espero que seja realmente o fim. Que depois do fim nasça um novo país. Mas espero que cheguemos vivos até lá. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Versão para Clair de Lune de Debussy


Por que essa dor
Está presa nos seus olhos sem cor
Eu não sei
Eu não sei
Vem cá
Me dê a mão
Vou te levar 
Pra ver o mar
Colorir de azul 
Seu olhar, seu olhar...


terça-feira, 19 de maio de 2015

A minha lei

Quando a gente compreende a origem de alguns comportamentos que nos prejudicam, conseguimos nos libertar de alguns padrões. A vida nos oferece muitos ensinamentos e devemos nos abrir para recebê-los, caso contrário, repetiremos sempre os mesmos erros, daremos voltas e mais voltas para sairmos no mesmo lugar. A culpa é sempre do outro, mas esse outro está constantemente mudando de rosto e endereço.

A prática do silêncio e da observação tem me ensinado muito. O grande desafio é que quando observamos desvendamos e, às vezes, é difícil saber a verdade sobre as pessoas e não sentir vontade de manter distância delas. É um grande desafio não julgar em hipótese alguma. É uma luta entre aquilo que você acredita ser o certo e o que dizem a você que é o certo. Isso gera pertubações e você pode se perder no labirinto do que você realmente é e daquilo que esperam de você.

Pensar em questões espirituais é um pouco confuso, mas a minha única ambição na vida é ter paz e serenidade neste mundo. Não desejo mais nada e a única forma que vejo de encontrar o que busco é através da evolução espiritual e isto implica em ser forte para enfrentar julgamentos e as mais variadas injúrias sem me sentir injustiçada. A única coisa que deve importar é a retidão do caráter, a lealdade e a caridade.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Guia Gastronômico

Depois de vários anos trabalhando e estudando no Centro do Rio de Janeiro, passei a conhecer quase todas as opções de restaurantes disponíveis. Com o tempo ganhei a companhia de uma parceirinha, que não tem os mesmos gostos que eu, mas que topa as aventuras propostas. Comer na rua todo dia parece bom, mas também enjoa. Para não cair no tédio de comer por comer, passei a buscar opções diferentes.
Em um desses almoços propus à minha parceirinha, Jeniffer Coelho Amaral, que fizéssemos um guia gastronômico para ajudar as pessoas que trabalham no Centro e que comem na rua todos os dias. Sei que existem diversos guias na internet, mas peço a confiança de quem nos lê. Não será algo regular, mas vamos postando aos poucos nossas impressões a respeito das opções disponíveis. Espero que possamos ajudar! Bon apetit!
O primeiro restaurante é um dos nossos favoritos...

Alkamar
Rua da Quitanda, 85, Centro (próximo à loja do Flamengo)


Opinião: O restaurante oferece, além da comida árabe, um Buffet variado. Os pontos altos são as saladas, o kibe cru, o arroz com lentilha e o pão sírio com três opções de pastas. Também gostamos muito da esfirra. Só deixa a desejar nas opções de bebida. Quase sempre só tem laranja, para quem quer beber suco. O atendimento é bom. A pesar da fila para pagar, as atendentes são muito ágeis. O restaurante é muito cheio e é um pouco difícil conseguir mesas individuais, mesmo tendo um espaço amplo. Levamos outros amigos para conhecer e todos adoraram. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

15 de maio


Música composta por mim para a minha linda e amada sobrinha e afilhada, Maria Clara Costa Barcellos.



A gente estava na correria
Buscando uma saída
Uma compensação
Pra esses dias tão insanos
Pra esse mundo
Sem amor no coração

Você não sabe o que te espera
Mas Deus te protegerá de todo mal

Maria, dança na roda esta melodia
Maria, clareia e ilumina os nossos dias

E o seu sorriso
Nos levará adiante
A gente vai brigar por você
A gente vai crescer
Juro que até vou aprender a cozinhar

Maria, dança na roda esta melodia
Maria, clareia e ilumina os nossos dias

terça-feira, 5 de maio de 2015

Amizade ou interesse?

Em torno de interesses as pessoas colaboram entre si e estabelecem laços. Impossível prever o que aconteceria com esses laços se tais interesses desaparecessem, poderia isso subsistir o que hoje parece amizade?