Como o mercado já havia cantado a pedra, ontem, o COPOM manteve a taxa básica de juros em 14,25%, mesmo com a inflação pressionada, principalmente, pelo preço dos alimentos. Admitiram, que só conseguirão convergir a carestia para meta em 2017. Na minha opinião, nem em 2017. Quando não há responsabilidade com o lado fiscal chega um momento em que a política monetária é inócua. O BC está de mãos atadas. O reflexo disso está na cotação do dólar hoje, que está flertando com os 4 reais.
No filme "Back to the future II", Marty Macfly embarcava no Delorean com Doc Brown em uma viagem futurista para 21 de outubro de 2015. Parece que 2015 está repetindo a década de 80. No primeiro filme da trilogia (1985), MacFly vai até o ano de 1955 salvar o casamento dos pais e garantir sua existência. Se eu tivesse um Delorean iria até 1947 e dava um jeito de impedir que a mãe de Dilma a pusesse no mundo evitando assim, que ela nos levasse de volta para o passado da inflação e da resseção econômica. Hey, Doc! Acho que algo deu errado!
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Imigração
A marcha débil
de humanos sem ser
Segue seu curso nefasto
Da esperança de cada dia
A dor de cada dia
As terras tem seus donos
E quem delas não provém
Caminham para o abismo
Os sem pátria
A escória do mundo
Os verdadeiros excluídos
As fronteiras se fecham
E a morte os espreita
A poesia seca
Todas as vozes se calam
Onda após onda
a ninar o menino tombado
Dorme pra sempre
o menino sem pátria
Dorme pra sempre
Na espera de paz e justiça
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Jogo Sujo
A decisão do STF, de barrar o
rito de impedimento da Presidente da República, definido pelo presidente da
Câmara, coloca as minhas barbas de molho quanto ao futuro julgamento do
Petrolão. O jogo político está tão feroz que a todo tempo um puxa o tapete do outro.
Deixo claro, para os fanáticos de plantão, que nunca defenderei a figura nefasta de Eduardo Cunha. Quero mais é vê-lo caçado e escorraçado, mas é preciso não misturar as coisas. Tão pior quanto é o governo e seus aliados, que tentam intimidar Cunha com a ameaça de pedido de cassação. "Se você impedir os ritos do pedido de Impeachment nós blindamos você."
Deixo claro, para os fanáticos de plantão, que nunca defenderei a figura nefasta de Eduardo Cunha. Quero mais é vê-lo caçado e escorraçado, mas é preciso não misturar as coisas. Tão pior quanto é o governo e seus aliados, que tentam intimidar Cunha com a ameaça de pedido de cassação. "Se você impedir os ritos do pedido de Impeachment nós blindamos você."
É de embrulhar o estômago também
a última declaração do ex-presidente, Luis da Silva, dizendo que as “pedaladas”
fiscais ajudaram a pagar os benefícios sociais. Este sabe pra quem joga. E como
é imundo! E como mente! Não é possível que ainda assistamos a tudo isto inertes.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Quando eu crescer quero ser... Martha Medeiros
A
FITA MÉTRICA DO AMOR
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
A Reforma Ministerial
E o Governo Dilma segue cada vez mais parecido com o Governo Sarney. Quando fiz esta comparação, ainda na faculdade, não imaginei que fosse estar tão certa. A reforma ministerial para tentar conter a crise privilegia o baixo-clero pmdebista e forma a pior equipe que já tivemos notícias na história deste país.
Já caímos no abismo e estamos próximos de atingir o fundo do poço com tanta gente incompetente junta. A carestia fará o ajuste fiscal que este governo não foi capaz de fazer. Estamos caindo desfiladeiro abaixo juntinhos e misturados e sem para-quedas.
E agora, quem poderá nos defender?
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