terça-feira, 26 de abril de 2016

Impichar ou não impichar, eis a questão

Demorei a escrever sobre a votação do pedido de impedimento da presidente desta República por diversos motivos. O primeiro, porque estava às voltas com uma tarefa que consumiu quase que a totalidade do meu tempo. Segundo, porque fiquei pensando em cada palavra que poria neste texto, por considerar um momento extremamente delicado.

Não elegemos totalmente aquele congresso, bem sabemos disso, mas elegemos alguns, que não são nada melhores do que aqueles puxados pela legenda. Não sei o motivo de tanta indignação, já que aquele é só o retrato do que somos como povo. O Estado Islâmico nos ameaça e o que fazemos? Piada. Cai uma ciclovia inaugurada recentemente, cuja obra foi financiada com nosso dinheiro, pessoas morrem e o que fazemos? Piada. O que esperavam que os deputados fizessem na Câmara?

Logo depois da votação, Dilma deu uma entrevista coletiva. Prestei muita atenção e anotei alguns pontos para dissertar em cima do que foi dito. A Presidente insistiu na tese do golpe. Ora, senhora Presidente, o processo foi considerado legal e prossegue dentro das leis e da Constituição. A senhora pode alegar, que existe uma conspiração de uma ala do PMDB, que quer arrancá-la do poder, mas não pode dizer que existe um golpe em curso, porque está muito claro que houve sim crime de responsabilidade. Existe uma enorme diferença de “contabilidade criativa” para crime fiscal. Diz o artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal:
Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.
Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios.

Existe ainda outra lei, a 1079/50 (alterada em outubro de 2000 pela lei 1028/00), que diz, explicitamente, que são crimes de responsabilidade do presidente da República:

Artigo 10, inciso 6:
Ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Senado Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal.
Artigo 11, inciso 3:
Contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal.

Dilma também disse enfrentar uma enorme resistência para aprovar medidas favoráveis ao país, porque é vítima de um complô do “quanto pior, melhor”. Presidente, a própria bancada do PT estava contra o ajuste fiscal. Como a senhora tem coragem de dizer que é um golpe orquestrado pela oposição? A senhora enfrentava uma resistência feroz dentro do próprio partido. O ex-ministro Joaquim Levi travou uma verdadeira via-crucis. Até mesmo a senhora não queria esse ajuste. Continuou ouvindo seus conselheiros de idéias heterodoxas. Os bancos públicos continuaram praticando taxas de juros abaixo da taxa básica do Banco Central. Diante de tanta incongruência, era iminente o down-grade do Brasil.

A senhora mentiu insistentemente durante a campanha e continua a tática. Como assim a senhora não se beneficiou pessoalmente? A senhora foi uma das maiores beneficiadas deste esquema de corrupção que ajudou a elegê-la. E o crime de responsabilidade para expandir o bolsa família em ano de eleição? E todas as mentiras contadas em campanha sobre a real situação do país, com o intuito de enganar seus eleitores e de retardar o rebaixamento do grau de investimento do país pelas agências de risco? E a campanha difamatória contra seus opositores? O que fizeram com a Marina Silva foi uma das maiores baixezas que já presenciei. Vocês tomaram aulas com o Collor? Pois se foi isso, aprenderam direitinho. Marina sim, diferente da senhora, é uma mulher honesta. Não acho que tenha perfil para o cargo, mas quanto a sua idoneidade nada se pode dizer. Criticaram-na por ser próxima a pastores evangélicos, mas circula na internet um vídeo de Lula explicando como a base da Igreja Católica o ajudou a se eleger e quando a situação apertou a senhora, em pessoa, ligou para o Bispo Macedo pedindo apoio. A senhora mente compulsivamente, Presidente.

Seu partido e simpatizantes questionam o fato de ser Eduardo Cunha, a pessoa que presidiu a sessão de Impeachment. Sinceramente, não conheço ninguém melhor para fazê-lo. Só um bandido daquela envergadura para presidir um circo de horrores. Somente um homem sórdido como ele para ouvir tudo aquilo, com toda calma e sarcasmo do mundo. A expressão de Eduardo, toda vez que insultado, era a de quem diz: “eu sei quem você é”, “somos iguais”. Não vejo nenhuma diferença de um bandido para outro. Eduardo Cunha é deputado há séculos, rouba desde os tempos da CEDAE. Todo mundo sabe disso e só agora ele virou um demônio? E por que ninguém fala nada do Renan Calheiros, que tem nada menos que 7 processos por corrupção? Cunha levou o  processo de Impechment como vingança pessoal? Sim. Com certeza. Mas ele é responsável por julgar absolutamente nada. O mesmo dinheiro que foi parar nos cofres secretos deste sujeito favoreceu a sua eleição e reeleição, senhora super-honesta.

O PT ajudou a dar poderes à Cunha. Até vocês o largarem a própria sorte ele era contra a impichar a senhora, lembra-se? Seu amigo, o Lula, agindo como presidente, em surdina, fez barganha com cargos e trouxe pra perto da senhora os tipos mais asquerosos possíveis. A troco de que a senhora pôs Michel Temer como seu vice? Um homem que tem pouquíssima popularidade. A senhora nunca confiou nele, rebaixou-o a título de parte da decoração do Palácio do Planalto. O que a senhora queria ganhar de Temer? Gratidão? Era óbvio, que na primeira oportunidade, ele enfiaria a faca em suas costas. Assim como se a senhora pudesse também se veria livre dele, como tentaram fazer com Cunha, mas não contavam com a astúcia do mesmo.

Sobre o discurso de Jair Messias Bolsonaro, recuso-me a comentar. Não darei um milímetro de ibope pra esse palhaço. O que ele mais quer é ver o circo pegar fogo e dessa forma vai se fortalecendo. Acho tanto quem apoia quanto quem critica deveriam colocar suas energias em algo mais produtivo. A respeito de Jean Wyllys, achava-o inteligente, pelas entrevistas que já assisti, mas a cada dia que passa percebo que me enganei, que ele é tão palhaço quanto Bolsonaro. Um é parasita do outro. Tenho pena de quem briga por causa esses caras. Enquanto pessoas se curvam diante de imbecis continuamos a míngua.

A história se encarregará de mostrar quem estava certo. Se é que existe alguém certo neste imbróglio. É complicado colocar nossa opinião sobre tudo o que vem acontecendo, porque a probabilidade de nos arrependermos é enorme. Não tenho problemas em reconhecer erros e voltar a trás. O que me preocupa são discursos sem coerência alguma. Pessoas que ainda não compreenderam o momento crítico que vivemos na economia. Talvez seja preciso chegar a uma situação mais profunda de crise para que a sociedade e os políticos, que parasitam o progresso, entendam que não sairemos deste entrave sem sacrifícios. Quanto antes tiverem essa consciência melhor.

O atual governo, além de ter-nos posto nesta recessão, não é capaz de apresentar soluções eficazes. Outrora enfrentava imposições do próprio partido. Dilma não tem condições nenhuma de levar este mandato ao fim. E isso é claro. Não é somente culpa do congresso, que a boicota. Ela é a maior responsável por seu insucesso e declínio. Fez as piores escolhas, foi leviana, foi arrogante e teimosa. Pra dizer o mínimo. É nítido também, que ela não tem condições físicas e mentais de continuar. A entrevista pós-votação deixa claro seu desgaste, que vem desde a campanha. Não entendo como alguém, que se diz honesta, empenha a própria saúde e sanidade em um projeto de poder já sabidamente corrupto. Não há defesa, senhora Presidente. Infelizmente não há.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pensamento do dia

É tempo de seguir adiante mesmo que, ainda, não se saiba aonde chegar. O simples movimento do não-conformismo fará agitar o Universo em seu benefício. Há coisas que não dependem de nós. Não se desespere. Cria ao redor ambiente saudável. Faça a sua parte. Deus não a fará por ti. 

Cada vez mais entendo que é o nosso valor como pessoa aquilo o que realmente importa. Não vai adiantar ganhar muito dinheiro, senão cultivar a gentileza. Não vai adiantar deter poderes, senão formos capazes de exercitar a humildade. Serão lembrados por este verbo, o SER. O maior legado são os nossos nomes, os nossos caráteres e as nossas reputações.

Suas atitudes serão advogadas no lugar de suas explicações. Quando alguém lançar falso sobre ti, quem conhecer suas virtudes saberá a verdade, cuja unicidade é indiscutível. Porque é feita de paz e de bondade. Toda boca que se abrir a caluniar um homem justo calar-se-á. 

Quando começar a enxergar, constantemente, o cisco no olho do irmão, examina primeiro sua consciência e atitude, antes de dizer aquilo que o coração não tem certeza.  

terça-feira, 29 de março de 2016

Habemus Temer

O atual cenário político brasileiro leva-me a crer que a queda de Dilma Rousseff é iminente. Ela mesma declarou recentemente, que dentro de 90 dias corre o risco de deixar a presidência. O próprio discurso de que há um "golpe", tão amplamente defendido pelo Partido dos Trabalhadores e seus aliados, nada mais é do que o aceite à derrota.

Há uma nebulosidade densa por sobre o país, aonde só conseguimos trabalhar no campo das incertezas, mas meu feeling pisciano me diz que Dilma irá renunciar. Caso insista no erro, que é permanecer - e a essa altura não há como negar que ela nunca esteve preparada para o cargo - o fracasso deste Governo é um fato irrefutável. Mesmo que o Impeachment não seja acatado pela Câmara e pelo Senado, o revés está tatuado na face da Presidente.

Podem discutir o quanto quiserem, baterem cabeças, copiar textos de autores “entendidos” no assunto em suas redes sociais. Esperneiem bastante e gastem todas as suas energias, mas no que tange a condução de política econômica, o PT fez tudo errado de 2008 para cá. Quanto à política social podemos até discutir a respeito, porque muitas coisas legais foram feitas e podem ser trabalhadas de maneira mais produtiva para as pessoas e para o país.

Não gosto do Temer, não gosto do partido que ele representa e as chances que ele tem de cair com a “lava-jato” também são grandes. Porém acho que ele pode nos oferecer um ambiente mais positivo. Certamente, terá mais apoio do Congresso e do Senado para aprovar as medidas que tanto necessitamos na retomada do crescimento. Aviso a vocês, de antemão, que as medidas não serão populares. Nós precisamos urgentemente de um ajuste fiscal sério, de levar a adiante as reformas tributária e da previdência. São assuntos que não podemos mais adiar.

Temer abrirá a tenda dos milagres? Não! Mas fiquei animada com o projeto intitulado de “Uma Ponte para o Futuro”, que o PMDB divulgou ano passado, aonde propõe uma agenda mais liberal para o país. Sim, uma agenda liberal! Não grita caro amigo comunista! É o que tem que ser feito. Está provado por A+B, que o tripé macroeconômico é o caminho correto a ser seguido. Logicamente, como o Plano Real foi um plano de curto prazo, precisamos ir além, porém esta é a base. Chega de tentar o que não deu certo no mundo todo. Basta de experiências pautadas em teorias sem comprovação empírica.

Ouçam as músicas de Chico Buarque, mas não ouçam o que ele diz ser melhor para suas vidas. Ele, provavelmente, não tem ideia de que a economia é que movimenta as ondas de transformações. Se estivéssemos bem economicamente ninguém ou a grande maioria do povo não estaria disposto a impedir a Presidente. Vocês acham mesmo que o Collor caiu por causa do Fiat Elba e da Globo? Pessoas enfartaram, morreram, foram à banca rota por causa dos planos mirabolantes deste sujeito. O sequestro do dinheiro foi o motivo, o irmão de Collor, o Elba, os caras pintadas e a TV Globo foram a cereja do bolo.

Para o pós-Dilma, espero que os movimentos por trás das manifestações e dos pedidos de impedimento, não se dispersem. A sujeira não será lavada tirando o PT do poder. Isto é senso comum, tanto entre os “não é golpe” quanto entre os “não vai ter golpe”. Políticos em sua maioria cometem atos de corrupção, pois as instituições e as leis não funcionam como deveriam. Então há muito trabalho a ser feito hoje e no horizonte. Sem ilusões.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Das bençãos que o dia nos dá

Recebi este texto lindo pela manhã, enviado pela minha irmã Carolina. O texto é do Papa Francisco, um grande soldado de Deus.

Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos.
Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.
Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos.
Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro.
Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe.
E, assim, vamos causando transtornos.
Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma.
O outro também está em construção e também causa transtornos.
E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro.
E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.
Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.
Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram.
A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.
Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante.
Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício.
O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão.
É um banho na alma! Deixa leve!
Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos…
Estou em construção!

quarta-feira, 16 de março de 2016

O Golpe

"Não me convidaram para esta festa pobre, que os homens armaram para me convencer. A pagar sem ver toda esta droga, que já vem malhada antes de eu nascer."

Luis Inácio, um pequeno retirante nordestino, veio para cidade grande, fez curso de torneiro mecânico, virou líder sindical e fundou um partido e em uma ascensão metórica tornou-se presidente pelos braços do povo, que depositara nele todas as suas esperanças, que o partido da Social Democracia, muito ocupado com os economicismos, não soube prover. 

O que nós não sabíamos era que estávamos engendrados em um plano de poder, aonde seríamos enganados, roubados e zombados. Não confio em político e não levanto bandeira de nenhum partido, mas se me perguntarem se sei quem entrará, caso a Dilma saia, responderei que sei e que qualquer um, até mesmo o PMDB é melhor do que o PT, neste momento. Nenhum outro partido institucionalizou tanto a corrupção. Nenhum outro partido deixou tão claro que veio para golpear a nossa república.

Hoje, 16 de março de 2016, é um dia para guardarmos na memória, um dia que estará em breve nos livros de história, o dia do maior golpe contra a democracia estabelecida desde o Golpe de 1964. Eis que é chegado o momento em que os movimentos, que organizaram as manifestações pró Impeachment, devem ir em peso a Brasília tomar as rampas do Congresso Nacional e impedir a entrada dos filiados ao Partido dos Trabalhadores. Devem ocupar a Esplanada dos Ministérios. Não podem permitir que um partido totalitário e golpista adentre a casa do povo. 

Todo e qualquer cidadão, que já percebeu que foi enganado, que já se deu conta da psicopatia do Lula, que compreendeu a gravidade do que ocorreu hoje, deve ir às ruas quando convocado. Agora é a hora e não podemos recuar. Eis que é chegado o momento de passar nossa história a limpo em nome do nosso futuro e da nossa dignidade.




segunda-feira, 14 de março de 2016

A exposição das nossas dificuldades e angústias não é algo que nos deixe confortáveis, porém, o exercício de continuar nos atormentando na solidão não seria melhor do que isso. Saia da casquinha. Mude de sintonia. Converse com as pessoas, isso melhorará.

terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Não há nada mais difícil do que ser mulher. Nós aprendemos a lidar com a dor desde muito novas. Não somos capazes de carregar sacolas pesadas, mas somos capazes de parir um filho. É uma força Divina que nos move. Temos a força da natureza bruta.

Só nós sabemos o que é administrar uma cólica menstrual, com alternâncias de humor. Aturar o chefe, o trânsito e segurar a barra da família neste estado e ainda ser obrigada a escutar adjetivos como louca, histérica e etc.

Abrir o jornal, ler que duas mulheres foram assassinadas e que o jornal deu mais ênfase ao fato de viajarem "sozinhas" do que para a enorme violência sofrida, é aviltante. É triste demais saber, que ainda hoje a mulher é tratada com inferioridade por alguns setores da sociedade. É revoltante, que hoje ainda existam homens e também mulheres com pensamentos machistas. Eu posso citar as inúmeras vezes que presenciei coisas do tipo. 

Mulheres que se sujeitam ao "se não fizer do jeito e quantas vezes seu marido quiser, ele arrumará outra que fará", "você nunca está disposta. É frigida ou o que?", caras emburradas porque a mulher não cedeu, julgamentos para mulheres que transam no primeiro encontro e mais frases do tipo "mulher que chega perto dos trinta solteira e não quer namorar ou é puta ou é sapatão", "quem manda aqui sou eu", "você tem quem me respeitar, porque sou eu que te sustento", " a gente tem que agradar nossos maridos/namorados". Fora as cantadas, muitas vezes ofensivas e vulgares.

Eu tive a sorte de conviver com mulheres maravilhosas. Com elas aprendi que a vaidade mais bacana é a da busca por ser uma mulher virtuosa. Aquela mulher com "M" maiúsculo, que não se intimida, que se impõe, que não se sujeita, que assume seus desejos, suas fraquezas, que é livre para não pintar as unhas se não estiver afim, que exerce sua feminilidade nos gestos e não no discurso somente. 

É muito difícil, mas se Deus me pedisse para escolher viria mulher mil vezes. Eu me orgulho e muito disso. E para aqueles que tem problemas em entendimento, não queremos ser iguais, o que queremos são direitos iguais. Avançamos muito, mas não chegamos nem perto do ideal. Pais, eduquem seus filhos valorizando as pessoas pelo o que são e dando a eles a segurança de assumir suas escolhas com tranquilidade, sem a preocupação com a opinião alheia. Garanto que teremos homens melhores e mulheres menos "exigentes". 

PENSAMENTO DO DIA

O coração, às vezes, trai a gente. Mas será que seríamos mais felizes se não seguíssemos o que ele nos diz?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Rio Contra a Dengue

Bom dia, pessoal que acompanha o blog. Como é de conhecimento de todos, estamos enfrentando três epidemias, zica, dengue e chikungunya, sendo o mais perigoso, o zica vírus, que provoca a microcefalia em bebês. Hoje, recebi este checklist e achei bastante interessante de divulgar. Imprimam, sigam e divulguem. Vamos fazer a nossa parte.

http://riocontradengue.com.br/Site/Conteudo/Checklist.aspx


Como não entendo nada do assunto é melhor buscar as informações corretas. Para qualquer dúvida acessem ao site da Fio Cruz.

http://portal.fiocruz.br/pt-br



terça-feira, 1 de março de 2016

Aniversário do Rio de Janeiro

Perdoe-me, querida cidade, mas não lhe darei os parabéns. Também não darei parabéns aos cariocas. Foram 451 anos, muitos deles mal vividos. Há 138 anos, aproximadamente, houve uma revolta por conta do aumento dos bondes. Dom Pedro II voltou atrás, porém nada mudou em relação à qualidade do serviço. Em julho de 2014, aconteceu na cidade, o que se denominou, a Primavera Carioca. Movimento do Passe Livre, movimentos estudantis e juventude de diversos partidos políticos foram às ruas protestar contra o aumento não proporcional a qualidade do transporte. De lá pra cá o que mudou? Nada.

Praia de São Conrado, ponto logo abaixo da nova ciclovia, está imunda. Baía de Guanabara, próximo ao Museu do Amanhã, está imunda também, além de toda a sua extensão.

Por que a prefeitura precisa patrocinar o Carnaval? Será que os envolvidos não seriam capazes de buscar outros patrocinadores? Na verdade já os tem. Caso emblemático, Beija-flor de Nilópolis, que recebeu grana de um ditador de um desses países africanos, que agora não me recordo o nome, pois foi o enredo da escola naquele ano. Sou totalmente contra ao financiamento público das escolas de samba. A prefeitura tem que manter o Sambódromo, o estado tem que fornecer a segurança, mas não há uma explicação ética para dar dinheiro às escolas de samba. Deixo claro que amo o Carnaval. Adoro os desfiles. Sou portelense. Mas sou contra dar dinheiro.

Povo carioca é dos mais mal educados do planeta. Fecham cruzamento, andam feito loucos pela rua, não respeitam regras, não respeitam sinal de trânsito (motoristas e pedestres), jogam lixo onde devem, param no meio da calçada para conversar, cobram preços exorbitantes em todos os lugares, principalmente na Zona Sul (que eu odeio). Vou explicar o motivo de odiar. É bem simples: tudo caro naquela porra! Vou passear na Praia da Urca, mas na volta pra casa passo no Rio das Pedras para lanchar, pois lá, se você não tiver preconceito e tiver bom humor, comerá um crepe maravilhoso por seis reais mais maravilhosos ainda. Todos os lanches de excelente qualidade. Ou então passo na lanchonete do Jonas, na Gardênia Azul. Melhor hambúrguer. Desculpa-me TT Burguer, Comuna e cacete à quatro, o do Jonas é melhor.


"Ah mas o Rio tem praias lindas". Foda-se! São lindas e sujas. São linda é violentas. São lindas e lotadas. São lindas, mas você paga quinze reais em um guarda-sol. Não! Aqui não é a "Cidade Maravilhosa". Maravilhosa pra quem? Só se for pro Thor Batista! Pra mim é uma merda. Claro que eu acho a paisagem de alguns bairros do Rio linda. Não sou cega e nem maluca. Mas a quantidade de coisas ruins superam. Desculpem-me, mas pra mim superam. Parabéns, qualquer cidade, menos a do Rio de Janeiro. Temos que fazer por merecer o elogio. No entanto, você entra naquela porcaria do BRT e vê um monte de gente do perfil "prioridade" em pé e um bando de marmanjo, filhos da puta sentados. 



Um Rio de Janeiro que já elegeu figuras como Brizola, Marcelo Alencar, Antonny Garotinho, Antonny Garotinha, César Maia, Benedita, Eduardo Paes, Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão, só poderia estar na merda que se encontra. O aniversário é da cidade, mas a cidade está dentro do estado (dedução óbvia). Vocês podem dar parabéns para qualquer cidade e para qualquer cidadão, menos para esta cidade e menos para estes cidadãos. O Rio de Janeiro não continua lindo. O Rio de Janeiro continua fedendo. É como aquele mendigo gato, que fez sucesso na internet uns anos atrás. 


Há quem diga que a cidade melhorou. Pra quem só vai à Zona Sul é mole dizer isso. Vem morar aqui em Jacarepaguá pra você ver.




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Real[idade]

Bebeu o café sem açúcar
o mais amargo que podia
pra ver se a realidade
não era tão sombria

Seguiu seu itinerário
tal qual o cão segue seu guia
de coleira e focinheira
pra ver se a realidade
melhor lhe parecia

Não contrariou a lógica
Ele dançou conforme a música
que na noite se assobia
Mas nada era capaz de mudar
a realidade que persistia

Visitou o seu passado
que de outrora ele fugira
Fixou bem na memória
Porém nada adiantava
a realidade lhe seguia

Quando fitou o espelho
viu a fronte envelhecida
as oportunidades se passaram
e ele não reagia
Uma lágrima caiu
diante da realidade que se via




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

UMA VISÃO GERAL DA ECONOMIA BRASILEIRA



Durante três décadas (1950, 1960 e 1970), o Brasil obteve altas taxas de crescimento acompanhando o bom momento da economia mundial. Neste período, o objetivo da política econômica brasileira era a industrialização. O Plano de Metas e o II PND mostram claramente a proposta desenvolvimentista. Em 1979, devido ao segundo choque de oferta do petróleo e ao aumento das taxas de juros internacionais, reduzem-se consideravelmente as fontes de financiamento do desenvolvimento. 

Sendo assim, a recessão econômica da década de 1980 gerou questionamentos quanto ao modelo de forte intervenção estatal que vigorou no Brasil desde os anos de 1940, principalmente no que diz respeito a crise fiscal, devido a quebra do padrão de financiamento do setor público. Esta ruptura origina-se na própria recessão, na inflação e no fato do governo ter assumido os prejuízos da crise econômica. Os principais causadores dessa ruptura foram: primeiro, a desestruturação do financiamento fiscal, que ocorreu devido ao aumento dos subsídios ao setor privado, da política de preços e tarifas públicas para conter a inflação e da ajuda governamental dada a empresas em dificuldades financeiras; segundo, aumento das taxas de juros, que agravou ainda mais o problema fiscal. As taxas de juros mais altas atraiam o capital especulativo e continham o crescimento da base monetária controlando a liquidez.

Em meados dos anos 80 e início dos anos 90, o Brasil presenciou a tentativa fracassada de diversos planos de estabilização, que geraram um clima de incerteza a respeito das políticas econômicas. Este cenário somado a inflação descontrolada provocou a perda da função alocativa dos preços relativos. Até ocorreu uma pequena melhora em 1986, devido ao Plano Cruzado. Medidas como o “gatilho salarial” ajudaram a conter a inflação e incentivar a demanda agregada e houve também aumento dos investimentos.

A partir da década de 1990 com o lançamento do Plano Collor, as reservas em moeda estrangeira aumentaram devido às elevadas taxas de juros praticadas pelo governo e também notou-se um maior liberalismo econômico. Estas medidas, apesar de desestimular o investimento, foram de suma importância para a implementação do Plano Real em 1994. 

Passado o período de turbulência e instabilidade, que culminou no impedimento do Presidente Fernando Collor de Mello, o país recuperou o otimismo fruto da instituição de um novo plano econômico, o Plano Real. O Real tinha como principal vantagem – comparando aos outros planos – o ajuste fiscal feito anteriormente – fruto de políticas neoliberais recomendadas pelo Consenso de Washington e por não utilizar o congelamento de preços para conter o processo inflacionário. Os resultados, no curto prazo, foram o reaquecimento da atividade econômica e a valorização do câmbio, que causou um aumento considerável das importações. Fato que foi chamado de “âncora cambial”.

Após mais de uma década com crescimento ínfimo, altas taxas de inflação e de baixo investimento, a economia brasileira ensaiou uma recuperação entre 1993/94, quando a taxa de investimento foi de 18,67% para 20,81%, o que continuou a ocorrer entre 1994/95, porém em níveis bem menos expressivos, um aumento de apenas 2,63%. As principais razões apontadas para o aumento dos investimentos foi a queda inflacionária e a diminuição da incerteza em relação aos rumos da economia, o que possibilitou aumento da demanda e uma melhor utilização da capacidade instalada. 

Apesar dos avanços do Plano Real, o país ainda era vulnerável às crises externas evidenciando a impossibilidade dos países periféricos sustentarem o crescimento econômico em um ambiente de ampla abertura comercial e financeira, valendo-se de uma política cambial de sobrevalorização de suas moedas frente ao dólar. No Brasil, a consequência imediata foi a fuga de capitais, diminuindo as reservas internacionais e aumento do déficit do balanço de pagamentos. Por esse motivo, o governo brasileiro adotou políticas econômicas restritivas, que desaceleraram a atividade econômica e fizeram estagnar a taxa de investimento a partir de 1996.


Logo no início do ano de 1999, o governo brasileiro determinou a mudança da banda cambial adotando a taxa de câmbio flutuante. A situação macroeconômica do país se agravou drasticamente. Apesar do acordo com o FMI e da liberação da primeira parcela dos recursos previstos, a fuga de capitais continuou a ocorrer, diminuindo as reservas em moeda internacional e ruindo com as expectativas dos mercados em relação ao Brasil conseguir manter o Real sobrevalorizado, pois as taxas de juros elevadas já não faziam efeito contra os ataques especulativos sofridos pela moeda nacional. Somando-se a este quadro, após as eleições de 1998 o presidente, Fernando Henrique Cardoso, perdeu apoio no Congresso Nacional, além da moratória da dívida estadual decretada pelo governador de Minas Gerais, Itamar Franco. A taxa de investimento caiu de 17,7% em 1998 para 16,2% em 2000 (dados do IBGE). O crescimento do PIB de 4,2%, em 2000, foi impulsionado pelo aumento do consumo e das taxas de investimento, porém os resultados do ano posterior (2001) foram prejudicados por tensões internacionais e pela crise do setor energético no país.

Em 2003, pela primeira vez na história deste país, um partido assumidamente de esquerda conseguiu eleger um presidente, o ex-operário do ABC Paulista, Luis Inácio Lula da Silva e contrariando as expectativas, assumiu o compromisso de manter o legado de estabilidade monetária, deixado pelo seu antecessor. Durante o Governo Lula, o Brasil teve avanços sociais importantes, porém com baixo crescimento econômico. A mais alta taxa de crescimento foi no resultado de 2010, quando o PIB chegou a 7,5%, pegando carona nas políticas keynesianas utilizadas pelo governo para diminuir os impactos da crise do subprime de 2008. Em oito anos deste governo, o PIB cresceu em média 4% ao ano. 

Durante algum tempo, acreditou-se que as altas taxas de inflação, que o Brasil enfrentou deste a década de 1970 até a implementação do Plano Real (1994), fossem a principal dificuldade para o país se desenvolver. Porém, mesmo com a estabilização dos preços, atingir um nível razoável de crescimento e conseguir sustentá-lo, tem sido uma missão bastante complexa.

A Comissão para o Crescimento e Desenvolvimento Econômico, do Banco Mundial, publicou um estudo em 2008 sobre o crescimento econômico em diversos países que obtiveram êxito neste quesito. A Comissão observou algumas características comuns a estes países, entre elas estavam as altas taxas de investimento e poupança, que são fundamentais para alcançar o crescimento sustentável e consequentemente o desenvolvimento econômico com a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros.

Em 2011, Dilma Rousseff, chegou ao poder colocando por terra todos os fundamentos macroeconômicos essenciais para a manutenção das nossas conquistas. Intitulando-se “Presidenta” da República, para enfatizar, que foi a primeira brasileira a assumir este posto, Dilma imprimiu logo sua marca e fez valer a fama de “gerentona”. Ela acumula as funções de “Presidenta”, Ministra da Fazenda e Presidenta do Banco Central. Antes, só vi o Sarney fazer tanta bobagem.

É importante ressaltar, que o Brasil antes de ser gerido por esta senhora, crescia pouco, mas crescia. A insistência em medidas populistas, a cobiça desenfreada e a total ausência de competência de Dilma e de sua equipe econômica, fizeram acordar antigos fantasmas conhecidos nossos, como a inflação e o desemprego. O que se chamou “Nova Matriz Econômica”, nada mais é do que a escavação de nossas sepulturas. Perdemos mais uma vez o curso da história e ficaremos, pelo menos, mais cinco anos sentados na janela.

Era claro que o preço das commodities não permaneceria para sempre em patamar elevado. Não precisa ser formado em economia para saber que os ciclos chegam ao fim, mais cedo ou mais tarde. É uma sabedoria intrínseca da vida. Mas parece que os nobres colegas Unicampistas desconhecem a história. Desconhecem ou ignoram? Era claro também que o dólar tinha uma gordura para queimar, mas jamais em minha vã filosofia supus o dólar acima de R$4,00. Agora, fica até difícil fazer uma previsão. Creio que ele oscilará em torno dos R$4,20 e que não cederá abaixo de R$3,00 tão cedo. 

Temos um cenário externo bastante caótico e desfavorável ao Brasil. O preço do petróleo derretendo e comprometendo ainda mais a Petrobrás. A vontade que eu tenho é de chorar quando olho em que patamar chegou o Ibovespa. Também não consigo vislumbrar inflação mais branda. A carestia é rígida, porque preço é expectativa. E quais expectativas os senhores acham que os investidores e agentes econômicos tem em relação ao Brasil? Não á um indicador econômico positivo. E não há qualquer sinalização de que um ajuste fiscal consistente será feito. Mais uma vez, Dilma e sua equipe incorrem em erros primários, igualzinho o Sarney e suas medidas heterodoxas. O atual Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, lançou um plano de três ações: pagar as pedaladas fiscais, aprovar a CPMF e incentivar a diminuição de juros para créditos via bancos públicos, sem recorrer ao Tesouro. Como ele conseguirá esta façanha eu não sei, mas posso arriscar qual das medidas fará mais efeito. 

O meu objetivo com este texto é ressaltar a importância de se elevar os níveis de poupança e investimento para atingirmos um crescimento sustentável e o tão sonhado desenvolvimento econômico, mas pautados nestas variáveis e não como tem sido feito no Brasil. O Governo incentivou o consumo utilizando a teoria Keynesiana de forma oportunista e eleitoreira para alcançar seu projeto de poder. Ok, PT, vocês conseguiram, já tiraram as nossas calças, agora tenham a decência de pegar vossos chapéus e apagar as luzes.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Canção da América



Amigo é coisa para se guardar

Debaixo de sete chaves

Dentro do coração

Assim falava a canção que na América ouvi

Mas quem cantava chorou

Ao ver o seu amigo partir




Mas quem ficou, no pensamento voou

Com seu canto que o outro lembrou

E quem voou, no pensamento ficou

Com a lembrança que o outro cantou




Amigo é coisa para se guardar

No lado esquerdo do peito

Mesmo que o tempo e a distância digam "não"

Mesmo esquecendo a canção

O que importa é ouvir

A voz que vem do coração




Pois seja o que vier, venha o que vier

Qualquer dia, amigo, eu volto

A te encontrar

Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

PENSAMENTO DO DIA

Ninguém conseguirá saber o que você deseja se você não se expressar com clareza, manifestando seus anseios de uma forma que seja fácil de entender. Silenciar e guardar segredos complica tudo.

domingo, 10 de janeiro de 2016



Recebi esta mensagem do meu vizinho, Luiz Franklin de Mattos, pelo inbox do Facebook, mas só ontem, quando baixei o aplicativo "messenger", que consegui visualizar. Foi a mensagem mais bacana que recebi. Muito obrigada, tio Franklin. Abraços em toda família.


Tentando usar as palavras para descrever meus sentimentos, decidi escrever este texto em agradecimento. Porque só tenho a agradecer. Porque agradecendo nos tornamos mais humildes e capazes de enxergar os pequenos gestos que realmente trazem a felicidade. Depois de um tempo de provações, tive o privilégio contar infinitos gestos de solidariedade, apoio, incentivo, vibrações de paz. E gostaria que todos pudessem sentir a mesma emoção que sinto agora. Renovar. Dar uma nova chance a nós mesmos. É tempo de perdoar. Perdoar aqueles que por algum motivo cruzaram nosso caminho e não puderam levar o melhor de nós. Perdoar aqueles que não souberam trazer sentimentos verdadeiros e perderam tempo com críticas e julgamentos. E, o mais importante, perdoar a nós mesmos. Por não termos dado o valor justo às nossas escolhas e às nossas vidas. Por não termos entendido o tamanho da nossa força, que acreditem é muito grande. É tempo de doar. Doar mais tempo àquilo que nos faz feliz e mais atenção aos que estão ao nosso redor. Cuidem de quem corre do seu lado. Doar mais sorrisos. Não aquele que só mostra os dentes, mas aquele sorriso que vem de dentro e que transmite a mais pura alegria. O sorriso de uma criança. É tempo de viver. Aproveitar de verdade as oportunidades, que são inúmeras, mas por vezes não conseguimos enxergar. Sentir mais, ouvir mais e falar menos. Usar nosso tempo de maneira positiva, para ajudar, para cuidar e trabalhar naquilo que traz prazer, porque, dessa forma, aquele que passar por você, vai levar muito mais do que esperava receber. É tempo de amar. Porque se tem uma frase que é verdadeira é aquela que diz que só o amor constrói. É tempo de agradecer. Por isso, em minhas orações estão todos vocês. Acredite. Tenha fé. E apenas agradeça. Permita que os Mestres Cósmicos e o GADU irradiem suas vibrações Perceba que evoluir é entender muito mais o real sentido da palavra espiritualidade. Muito obrigado meus irmãos que me receberam de braços abertos e me mostraram que realmente as diferenças somam. Feliz 2016.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Clube



Da série: A beleza salvará o mundo. Este é um dos discos antológicos da música popular brasileira - e meu preferido - do coletivo de músicos conhecidos como Clube da Esquina, liderado pelos cantores e compositores Lô Borges e Milton nascimento.


Muita gente acha que as duas crianças na foto são Milton e Lô, mas não. Esta capa lindíssima e histórica estampa dois Antônios, os meninos José Antônio Rimes e Antônio Carlos Rosa de Oliveira ou Tonho e Cacau. O fotógrafo, Carlos da Silva Assunção Filho, passando de carro, percebeu a beleza que havia na imagem e registrou os dois meninos sentados na beira de uma estrada de terra, próximo a Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro.


Este disco marcou toda minha vida. Tenho cada canção gravada no meu coração com todo carinho. Todas às reverências à Bossa Nova e seus compositores e à Chico Buarque de Holanda, mas para mim, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Wagner Tiso e Tavinho Moura, estão no mais alto ponto que se possa chegar da perfeição.


Sempre acho que há algo divino nesses feitos humanos, de chegar ao maior nível de excelência e beleza. É o mais próximo, que nós mortais, conseguimos chegar de Deus. Este disco é resultado de amor à música, de amor entre amigos. Todos são músicos de excelência, com total destaque ao grande, ao grande, ao grande, ao gigante, Milton Nascimento ou Bituca, para os íntimos. 


Quem não conhece trate de procurar, pois faz parte de um Brasil de pessoas maravilhosas e talentosas, que mesmo com dom nato, estudam, aprimoram-se. Muito diferente das porcarias que o mercado atual nos oferece.