Como muito bem descreveu Milton
Nascimento, em uma de suas canções, a vida é feita de encontros e despedidas.
Ele usa como cenário uma estação de trem, aonde diariamente, pessoas chegam e
vão embora. Não é fácil dar adeus às pessoas que gostamos ou que aprendemos a
gostar pela boa convivência que nos proporcionaram.
Terei que me despedir da mais grata
surpresa dos últimos anos. Amizades nascem de afinidades ou por circunstâncias,
mas não é à toa que elas perduram, crescem e amadurecem. Eu encontrei pelo
caminho pessoas tão ricas em sentimento e calor humano, que meu coração se
alegra por isso, apesar da tristeza que reside na distância.
Era da opinião de que não importa a
distância e o tempo, amigos serão sempre amigos. É bem verdade que a vida nos
leva por caminhos que não conseguimos prever e muitas vezes somos obrigados a
nos afastar de pessoas queridas, por maior que seja o esforço, os objetivos em
comum se desfazem e as circunstâncias também. Claro, que é possível depois de
anos de afastamento sentir a felicidade de um reencontro. E aquela velha
amizade continuar a mesma. Só que a presença é algo fundamental, porque a
amizade nos trás benefícios incalculáveis.
O amigo de verdade estará com você em
todas as horas. Ele será o único a reparar que você tem algum problema mesmo
sorrindo. Ele perceberá qualquer alteração no seu comportamento. Quando você
ficar triste, o amigo não medirá esforços para te ver sorrir e comemorará com
você suas vitórias. Ele não se incomodará com seu sucesso, porque entre vocês
tudo é dividido e compartilhado. O amigo te amará até no seu pior. Ele pode se
chatear e até brigar, mas não vai guardar ressentimento, simplesmente porque
ele te ama e não consegue ficar longe de você. Entre vocês não haverá mal
entendidos. O amigo de verdade irá lhe procurar e falar seus sentimentos
olhando em seus olhos, porque ele te respeita e porque respeita a própria
amizade.
Você, peixinha, foi fundamental nesses
últimos 3 anos. Sem a sua parceria diária não sei se teria sobrevivido a tantas
reviravoltas. Sua presença ajudou a curar feridas e me trouxe paz. Não há nada
que pague esta paz de poder confiar nossos sonhos mais íntimos e de ser ouvido
sem reservas.
Um amigo mais chegado é quase irmão.
Como me diverti com você em todos os nossos almoços malucos e passeios
inventados. Os amigos são assim, trazem à tona o nosso lado mais divertido,
mais brincalhão. Não esquecerei nossa viagem. Ficará na memória com todo carinho e espero que
possamos fazer muitas outras. Treina bastante pra me ganhar na próxima prova de
triátlon em Guarajuba.
Sua amizade me fez uma pessoa melhor.
Espero ter contribuído de forma positiva para sua vida e te desejo toda sorte
do mundo. Estou triste em me despedir, mas feliz por sua conquista. Não foram
poucas as vezes que nos apoiamos e desabafamos sobre os sonhos, sobre a
carreira, sobre os amores e até desejos semelhantes de mudar para um lugar mais
tranquilo. Com um pouco de boa vontade ainda faremos muitas coisas juntas pra
lá dos 90 anos. Sem contar que serei sua madrinha de casamento (risos).
Minha
crônica de hoje é pra te homenagear, porque a minha escrita e meu sentimento
são o que posso te oferecer de mais valioso e sincero. Que Deus te abençoe,
querida peixinha. Vou morrer de saudades.
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