quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Pena que foi sonho

Ontem tive um dia muito atribulado no trabalho. O disjuntor da cozinha estava faiscando. Chamei um eletricista às pressas, que prontamente resolveu o problema trocando o disjuntor sem que precisasse desligar a força. Continuamos o trabalho normalmente. À noite, depois de assistir à entrevista do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fui dormir extremamente preocupada com a situação da economia brasileira e com ele próprio, que é a única voz sensata neste governo.

Adormeci e sonhei que o Ministro Levy era o eletricista que trocou o disjuntor. Ele trazia um cartaz onde fazia uma comparação entre lâmpadas e luz do conhecimento. Tão logo, recolhia a cartolina e todos os presentes o olhavam sem nada entender. Quem dera fosse simples assim, como uma troca de disjuntores.

O cenário adiante é o que já desenhamos diversas vezes: com a nota de rebaixamento do Brasil, pela principal agência de risco, ficará impossível conter a escalada da moeda norte-americana. Esta situação agrava a inflação e a perda de valor de mercado de empresas brasileiras, que possuem dívidas em dólar. Definitivamente, os últimos anos não foram nada felizes para o Ibovespa.

Com o fantasma da inflação e a dificuldade de convergi-la para meta em 2016, o BC não terá outra alternativa, aumentará a taxa básica de juros. Resultado? Recessão, recessão e recessão. Desemprego, desemprego e desemprego. Aumento da mão de obra informal e a dificuldade de arrecadar os impostos. Aumento das convulsões sociais pela redução das oportunidades de emprego, redução do poder de compra e corte em programas transferência de renda.

O governo falhou de todas as maneiras. Acabaram com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O rebaixamento é só a sintaxe da desordem. Tragédia anunciada com bastante antecedência, diga-se de passagem. Acreditaram que teriam mais crescimento incentivando a demanda de forma desordenada e eleitoreira. Esquecendo-se ou ignorando, que nosso problema nunca foi a demanda e sim a oferta. Colocaram em risco conquistas atingidas à duras penas.

Dilma é de fato um cão de guarda e osso duro de roer, por muito menos um grande estadista se matou, outro renunciou e teve até quem fosse impedido. A situação da presidente está insustentável e nosso futuro, duvidoso. Quem teria coragem de segurar uma corda sem sustentação diante de um desfiladeiro? Acho que só a Dilma. 


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