terça-feira, 30 de junho de 2015

"Mamãe ama vocês"

Quer dizer que a "Presidenta" marrenta colocou a maior banca, cortou dedinho com o Obama e agora foi sentar no colinho do papai? Gosto assim, quando as pessoas jogam para suas plateias e quando a corda aperta pede pinico. Aqui no Brasil está cheio de políticos desse tipo, aliás queria encontrar um que não fosse. Exemplos mais gritantes: a Presidenta, Sr. Dep. Jean Willys (desse não posso falar nada porque corro o risco de ser acusada de homofobia), Sr. Dep. Eduardo Cunha (dispensa legendas), Sr. Dep. Jair Bolsonaro (o deputado da "família" brasileira) e por aí vai...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Análise de 29/06/2015

As principais bolsas de valores do mundo seguem um dia de queda na expectativa do desenrolar do imbróglio grego. Amanhã terminará o prazo para que o governo da Grécia pague ao FMI. Provavelmente não pagarão, mas os países que compõem a zona do Euro continuam dispostos a negociar. Segundo a chanceler alemã, a saída da Grécia do bloco pode ser fatal para seu país. Mas as medidas impostas são severas demais e estão levando o povo grego ao sacrifício. 

O Euro segue sua saga de forte desvalorização e hoje vale um pouco mais que U$1,00, ou seja, um pouco mais de R$3,12. É impossível não fazer um paralelo da situação vivida pela Grécia com a que vivemos nas décadas de 80 e 90. Passado que anda nos rondando e nos ameaçando novamente. A Grécia tem muito o que aprender com o nosso exemplo e nós com o exemplo deles. Um Estado inchado e mal intencionado, que maquiou sua contabilidade e um povo acostumado às benesses governamentais, agora são obrigados a conviver com restrições cruéis. O governo grego decretou feriado bancário e somente os aposentados foram autorizados a sacar, porém o limite é de 120 euros por semana. 

Para você ter uma noção, o Euro se desvalorizou mais de 11%, entre janeiro e março deste ano, em relação ao dólar. Mesmo com a Europa com problemas fiscais em diversos países, sendo o caso mais grave o da Grécia, eles conseguiram uma performance melhor do que a nossa. O real se desvalorizou mais 13%. Foi a moeda que mais perdeu valor frente ao dólar. De fato é uma guerra cambial de proporções mundiais, mas os números mostram que a nossa situação é preocupante.

Em vésperas da nossa moeda completar 21 anos assistimos ao trabalho árduo do Ministro da Fazenda para tentar levar adiante o ajuste fiscal, porém essas medidas esbarram no campo de guerra que virou a câmara e o senado. Tumulto causado por pessoas que nada entendem de economia, que é o caso do Dep. Eduardo Cunha e do Sen. Renan Calheiros. Fico revoltada com você, que elege e reelege esses chupadores de sangue, bandidos, aproveitadores... não faltam adjetivos. 

O pavor que me abate é de um possível rebaixamento do rating brasileiro pela Standard & Poor's e o perigo de um salto na inflação. A inflação é medida de expectativa e a economia brasileira ainda possui mecanismos de indexação. Estamos cutucando onça com vara curta.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ao meu eterno melhor amigo

Toda vez que acho que estou começando a entender alguma coisa vem a roda da vida e muda tudo de novo. Ontem eu estava num dia muito feliz, com bom humor e brilho nos olhos, até receber a notícia que um amigo de infância morreu. A ficha não caiu muito bem na hora, porque estava em uma confraternização cheia de alegria, mas senti minhas pernas fraquejarem.

Jackson não era um amigo qualquer, ele era “o amigo”. As circunstâncias da vida nos afastaram, mas sempre tive por ele e por sua família um enorme carinho. Ele me ensinou a jogar bolinha de gude, a fazer arapuca para pegar passarinho, a descer barranco sem medo de cair. Ele era meu melhor amigo, um dos poucos que tinha naquela época, porque eu era uma criança muito tímida, mas tinha uma grande energia para a brincadeira. Era só nisso que eu pensava.

Eu passava muitas tardes na casa do Jackson e ele na minha. Nossas mães eram muito amigas. Tia Regina é uma das pessoas mais lindas que já conheci. Uma mulher amorosa, de sorriso largo, que passava um carinho, uma força... nem quero imaginar a dor que ela está vivendo. Não é justo. Só quero me lembrar de todos os momentos felizes que passamos juntos.

Eu tenho uma religião e estudo muito sobre ela, mas quando acontece com a gente é difícil demais chamar a razão. Tantos amigos que se foram, meu Deus! E tão jovens! Tão alegres! Receber este tipo de notícia é sempre um baque. É o momento que a gente para a nossa correria diária para de fato pensar na vida e avaliar a inutilidade de certas atitudes e sentimentos como o egoísmo, o remoer de mágoas, a negação, a privação e tantas e tantas situações que vamos criando por conta do nosso orgulho.

O que dói de verdade são os momentos que deixamos de compartilhar, as risadas que deixamos de dar juntos, o abraço em tempos difíceis, o estar lá nos acontecimentos importantes: a festa de debutante, o primeiro beijo, a formatura, o primeiro emprego, o primeiro carro, o casamento, os filhos e as limitações da velhice. Quando os caminhos mudam é natural o afastamento e quando assim acontece tudo de bom permanece e cada encontro, por pouco que seja, ou demore o tempo que demorar, a amizade é a mesma. Amigos serão sempre amigos. 


Amizade é um sentimento que tem que estar no nimbo dos deuses. É algo puro, que exige respeito, dedicação, admiração, paciência, carinho e acima de tudo, amor. E você, meu amigo Jackson foi tudo isso pra mim, durante o tempo que pudemos conviver. Que Deus o receba em sua glória e ampare a sua família. Você estará nas minhas orações, meu parceiro de recreios, brincadeiras fora da escola... lembro da gente pegando doce em dia de São Cosme e São Damião, da gente jogando atari, dynavison e master system, dos álbuns de figurinha, da gente jogando bafo, da vez que você me deu toda sua coleção de bolinhas de gude, das festinhas de aniversário, do abacateiro que tinha no quintal da sua casa... eu me lembro de tudo e pra sempre vou lembrar. Obrigada.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Guia Gastronômico - Parte 3

Al-Farabi

Rua do Rosário, 30, Centro (próximo à Praça XV)

Opinião: Mais um entre nossos favoritos. O restaurante é uma gracinha. Localiza-se em um casarão do século XIX e conta com um sebo e uma galeria de arte. O ambiente é muito aconchegante. O prato que gostamos de pedir é a costela, mas o cardápio tem coisas bem interessantes como feijoada, bobó de camarão e carne de sol. Destaque para a variedade em cervejas. Eles possuem mais de 100 rótulos. Nós indicamos a cerveja holandesa La Prappe. Preço acessível para um almoço de sexta-feira. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Dica de leitura

Muitas pessoas tem preconceito com os livros do Paulo Coelho e literaturas de mesma "pegada", mas eu adoro. Já li quase todos os livros dele e gostei de quase todos. Esta manhã alguém publicou, no instagram, uma foto que trazia um trecho de seu último livro, 'Adultério'. 
Neste livro ele trata de temas polêmicos como depressão, infidelidade e esta apatia que vem nos abatendo. A personagem do livro tem a minha idade e a história foi toda construída contemporaneamente, então é bem fácil se identificar. Além do misticismo, que está presente em todos os livros do autor.
Geralmente demoro muito tempo com um livro e este li em uma semana. Recomendo. É muito bom. Ótimo pra distrair na viagem de casa para o trabalho. Parabéns ao Paulo Coelho por mais um sucesso. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Deboche

Quem acha que a suposta rusga entre Dilma e Lula é só mais uma artimanha tosca do PT para tentar desvincular a imagem de Lula da atual presidente visando 2018, levanta o braço! \o/ \o/ \o/

É impressionante a cara de pau que nossos políticos ostentam. Espero que as pessoas não se esqueçam que foi Lula quem inventou a Dilma "Presidenta". E foi ele também que ajudou a fazer uma das campanhas mais mentirosas e baixas que já presenciei, que culminou na reeleição de Dilma.

Não se deixem enganar, caros amigos. Lula e Dilma são pessoas diferentes? Sim. Mas representam o mesmo projeto de poder, que já está esgarçado. Precisamos de pessoas sérias trabalhando. Chega dessa história de "vamos experimentar isso aqui pra ver se vai dar certo". Com esse amadorismo vamos amargando décadas e mais décadas perdidas.

Vamos parar com essa ideia de que o Estado tem que limpar nossas bundas. Dê todo o poder ao Estado e acabaremos como a Venezuela.



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Dica Musical

Não é novidade pra ninguém que sou fã declarada do Tiago Iorc. Ele tem o dom de me acalmar. Amo todas as versões que ele fez e entre as músicas de sua autoria tenho duas favoritas, mas hoje só vou indicar uma delas, porque tem um clipe super fofinho.

ttps://www.youtube.com/watch?v=y0wzDTutlmE




Dia Especial
Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei
Que não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
E nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
O amor é maior que tudo
Do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

"Quando o mistério é muito impressionante a gente não ousa desobedecer."


O Pequeno Príncipe sempre foi pra mim uma poesia. Descobri o livro quando criança, na época da escola. Fiquei mais impressionada com as aquarelas do autor do que com a história em si. É uma literatura infantil, mas há aprendizados escondidos nas poucas folhas, que só mais tarde conseguimos entender e nos deixar modificar por eles. 

O tempo passou e durante uma brincadeira de amigo oculto, na empresa em que eu trabalhava, ganhei o livro de presente. Havia pedido um outro livro e a minha amiga oculta resolveu me presentar duplamente. Até hoje não sei por qual motivo. Como diz o autor "quando o mistério é muito impressionante a gente não ousa desobedecer.". 

Em poucas horas terminei de ler. Pus-me a reler diversas vezes sublinhando e fazendo anotações em seu rodapé. Também o emprestei e o dei de presente para muitas pessoas. Queria que todos sentissem a forte comoção que o livro me causara. Queria que ele fizesse parte da vida de mais pessoas. Queria que ele abençoasse a vida dessas pessoas tanto quanto ele abençoou a minha.

Eu cresci. Envelheci. Mas como tenho alma de poeta, ouso asseverar que a única sabedoria verdadeira é aquela com cores da infância. O elevado só pode ser visto no simples, no puro, na singeleza daquele que olha o mundo com olhos desprovidos de blindagens e arestas.

Nesse exercício de resgate, eis as lições que aprendi com o Principezinho:


1 – “Os baobás, antes de crescer, são pequenos.”
Nunca deixar para amanhã a minha faxina interior.


2 – “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”

Preciso ter paciência com as minhas próprias limitações até as minhas asas ficarem prontas.
3 – “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. A autoridade baseia-se na razão.”
É desumano exigir do outro a entrega de algo que não lhe pertence. Não posso administrar a posse do outro, muito menos poderia administrar as suas lacunas. Assim, que eu cuide, então, das minha carências!
4 – “Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”
Pensar na vida alheia, nas qualidades alheias é uma distração medíocre. Mais vale o autoconhecimento do que ter decorado a biografia de centenas de outros.
5 – “As estrelas são todas iluminadas… Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua?”
O universo colabora, dando-nos a luz de indizíveis estrelas. Resta-nos treinar a própria visão para que as saibamos enxergar.
6 – “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás, para mim, único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”
As pessoas se permitem cativar por vontade. Talvez inconscientemente, mas por vontade própria. Quando existe um laço assim, de encantamento construído, nenhum silêncio e nenhuma distância lhe pode vencer.
7 – “A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.”
O homem, na pressa cotidiana, habituou-se à superfície das coisas, dos relacionamentos. Habituou-se à superfície de si. Por isso estamos tão distantes da verdadeira saúde mental. É essa pressa que faz adoecer os homens.
8 – “O essencial é invisível aos olhos.”
Tudo o que vemos é provisório, parcial. Distorcida é a realidade que nos cerca. Aquilo que de fato é ressoa no abstrato, tem vigas invisíveis na alma e não cabe na palma de nenhuma mão.
9 – “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.”
A importância do outro não reside no outro. Reside em nossa aptidão interior de dispensar a ele o melhor de nós mesmos. É o nosso coração que faz com que o outro se torne tão especial.
10 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Talvez a frase mais famosa do livro. É uma assertiva que dispensa explicação. Toda e qualquer fala seria inútil. Se quiseres compreender, exercita-te. Cativa! E cativa-te primeiro a ti. Só assim dimensionarás a responsabilidade de tudo aquilo que é eterno.  

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Vergonha Alheia

Sabe aquela sensação de vergonha alheia, quando somos acometidos por um sentimento de desonra? É isto que sinto em relação a Presidente Dilma. Se eu tivesse que escolher uma frase para explicar este momento, a frase seria a do Ministro do TCU, Augusto Nardes: “As contas de Dilma não estão em condições de serem apreciadas.”. E colocaria no fim aquele ‘emoji’ de bochechas rosadas.

Não foi um simples erro ou um pequeno engano, foi uma lambança generalizada. É como a criança que ganha seu primeiro caderno de caligrafia e a professora pede que ela refaça por causa dos garranchos. Não chegamos neste caos do dia para noite. Desde o segundo semestre de 2008, que discutimos os possíveis desdobramentos da manutenção, no longo prazo, de medidas expansionistas. A insistência nesta burrice, pra mim, só tem uma explicação: crescimento a todo custo para sair bem na foto em um flerte perigoso com a inflação.

Poucos países, com o mínimo de seriedade, viveram de forma tão clara as consequências de intervenções estatais desastrosas quanto o Brasil. Ao abrirmos os jornais diariamente, podemos notar o resultado do que se passou chamar “Nova Matriz Econômica”. Que de nova não tem nada. Os erros cometidos pelo padrão PT de gestão são antigos e primários. Pegamos o ‘delorian’, só que de volta para o passado, onde qualquer bordel de Madureira era mais organizado do que nossas contas públicas. Voltamos ao tempo onde o céu era o limite.

No mais, o Banco Central continuará aumentando a selic para tentar conter a inflação, mas, em minha opinião, não terá muito sucesso, pois a inflação tem origem na desvalorização cambial e no reajuste dos preços administrados pelo governo. Esses aumentos só afetarão ainda mais o investimento e o consumo. Também estamos aguardando pela nota de rebaixamento da Standard&Poor’s sobre nosso grau de investimento, que é dada como certa avaliando o cenário. Nossa dívida bruta aumentou em níveis preocupantes. Tudo para atender a corte petista. Estaginflação e muitos “olê, olê, olê, oláááá, Dilmá, Dilmáááá” são nosso futuro.

O último boletim Focus, divulgado, acho que semana passada, estima inflação de preços no final deste ano em 8,79% e que a economia encolherá 1,5%. Como podem notar alguém fez caquinha e a maioria da população nem viu que foi fora do pinico, só agora que o defunto começou a feder é que estão sentindo o cheiro desagradável. Apertem o cintos!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Menos, Muito Menos

A idade é algo curioso. Ao mesmo tempo em que ocorre uma decadência física e isso incomoda, também ocorre uma transformação interna, que é muito positiva, pelo menos para mim tem sido assim. A gente passa a fazer menos questão das coisas. Menos questão de saber de tudo, menos questão de estar certo, menos questão de badalações, menos questão de convites, menos, menos e menos. A bagagem vai ficando cada vez menor.

Hoje seleciono os assuntos dos quais quero me inteirar. Sim, eu fiz economia, mas só leio o que me interessa. Cansei! Tenho pouca motivação para provar meu valor. Acho que a esta altura não há mais necessidade. Já tive essa vontade, de ser aceita, de provar que falo a verdade, que sou honesta e que não sou aquilo que você pensa. Cansei! É impossível agradar todo mundo. E como diziam os antigos “coração do outro é terra que ninguém pisa”. Se com 15 anos não julgava, agora, mais de 15 anos depois, vou fazê-lo? Pra que? Quero não. Quero paz. Quero sossego. A vida é louca e corrida por si só. Não vou complicar.

Quanto aos relacionamentos, só quero perto de mim quem puder extrair o meu melhor. Porque existem algumas pessoas que fazem aflorar o seu pior lado. Aquele lado barraqueira, ciumenta, ressentida e por aí vai. O que me move são as questões humanas, suas dores, seus medos, suas rugas, cicatrizes, histórias, alegrias. Quero você independente de idade, mas que seja de verdade, que seja inteiro, que seja humano. Basta de gente que não erra, que não pede desculpas.

Eu adoro conversar com pessoas mais velhas. Sabem o motivo? É muito raro encontrar pessoas que sejam maduras e que tenham algo bacana para transmitir. Por isso, quando estou com um grande dilema procuro alguém mais experiente para me aconselhar ou alguém que tenha esse espírito mais introspectivo e observador. Raras são as pessoas que sabem ouvir. A maioria só fala de si, seja dos seus problemas ou de suas conquistas, mas não tem a preocupação de perceber se o outro está preparado pra ouvir. Por exemplo, consegui realizar um sonho e vou contar a um amigo. Primeiro tenho que ver se aquela pessoa está bem pra receber o meu sucesso. Não porque ele queira meu mal, mas se esta pessoa estiver em um momento ruim pode acabar comparando sua vida com a minha e talvez eu não receba desta pessoa a energia que desejava e também acabe provocando nela um sentimento de derrota. Isso é da condição humana.

Meu desejo para os próximos anos é conhecer cada vez mais o ser humano e observá-lo. Meu desejo é ser anárquica com meu trabalho, com minha rotina. Devagarzinho chegarei lá, embora isso exija um pouco de rebeldia e meu temperamento é mais pacífico. Entretanto, sou admiradora da rebeldia. Está faltando um pouco disso no mundo. Estamos encaretando e ficando lineares, iguaizinhos, padronizados. E isso tudo é muito chato. Alguém precisa desafiar o status quo e ligar o ‘foda-se’.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Pensamento do dia

Gostaria de escrever tão bem quanto a Martha Medeiros!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sem fé e esperança

Faz doer o meu coração
O amor que dediquei a ti
Foi em vão
Sangra o peito
De desilusão
Por te adorar
Sem fé e esperança
De um beijo
De um gesto sincero
Queria ouvir de ti,
meu amado
Que eu sou sua amada
Que nosso amor está
selado, marcado...
O que sinto é sagrado
Por isso eu fiz esta declaração
Que é um simples canção
De um amor
Sem fé e esperança...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Ser, Ter, Parecer, Aparecer

Copio a todos um texto muito bacana que uma grande amiga me enviou ontem:


De Flavio Giokovate


Em 1976, Erich Fromm publicou um livro cujo título, “Ter ou Ser”, indicava que estava em curso uma mudança fundamental. As alterações nos valores culturais acompanham, em geral com certo atraso, as que acontecem no plano dos avanços da tecnologia – especialmente quando eles estão diretamente ligados ao cotidiano da maioria dos cidadãos. Nosso “habitat” vem mudando drasticamente principalmente a partir da II Grande Guerra. Nós, humanos, interferimos continuadamente sobre o ambiente que nos cerca; depois temos que nos adaptar às mudanças que nós mesmos provocamos. Por vezes, levamos um susto com o que nos acontece, como se não fôssemos nós os causadores de tudo!
Até os anos 1960, os valores que as pessoas mais prezavam eram a integridade moral, o conhecimento, as boas e sólidas relações de amizade, a competência para o exercício de uma atividade socialmente útil. Em uma frase, os valores mais relevantes tinham a ver com o conteúdo das pessoas mais do que com a aparência delas. O indivíduo se orgulhava de ser professor, médico, empresário… Era o tempo em que o “ser” valia mais que tudo, mais do que a remuneração que se obtinha em decorrência da atividade que se exercia.
A partir dos anos 1970, os critérios de valor começaram a se alterar e o pêndulo se voltou essencialmente na direção do que se consegue “ter”, ou seja, o que mais se passou a valorizar foi o montante que se ganha e quais os bens que podem ser adquiridos com esse dinheiro. As marcas de grife ganharam fama enorme e se tornaram cada vez mais conhecidas de todos. A maior parte das pessoas passou a desejá-las com vigor: o uso de uma determinada bolsa e de certas marcas de relógio passou a indicar a importância e a posição social de quem os possui. Tornaram-se fonte de respeitabilidade.
A remuneração que se obtém passou a ser mais importante do que as aptidões necessárias para o exercício de uma dada atividade. Ser rico tornou-se muito mais relevante do que ser culto, produtivo ou mesmo honesto. É claro que foram muitos os que conseguiram unir todas as propriedades e enriqueceram em decorrência do exercício de atividades produtivas que exigem sofisticação intelectual e mesmo integridade moral. Porém, passaram a chamar a atenção e atrair a admiração mais pelo que tinham do que por aquilo que eram.
Numa época em que ser o possuidor de um dado modelo de relógio (ou de bolsa, para citar apenas os símbolos mais expressivos das mudanças nos valores que temos acompanhado) significava ter uma determinada posição econômica, os concorrentes menos valorizados começaram a produzir exemplares que imitavam as propriedades do original. Os que não podiam comprar o relógio mais cobiçado não tinham alternativa senão se contentar com as imitações que, à distância, não eram tão facilmente diferenciadas. Assim, entramos numa nova era, na qual o importante é “parecer” que se possui a riqueza necessária para a posse dos bens materiais agora valorizados acima de tudo. Depois dos relógios mais em conta e que imitavam os mais desejados vieram os falsificados, cópias baratas e de má qualidade, mas ainda assim usados por um bom número de pessoas e que foram capazes de enganar a um bom número de pessoas mais desavisadas. De repente, não importa mais nem ser e nem mesmo ter: apenas parecer!
Na última década fomos introduzidos, via internet, às redes sociais, ao universo novo dos contatos virtuais. Se, na fase em que o ter passou a prevalecer sobre o ser, pudemos observar um enorme crescimento do exibicionismo físico (na “era” do ser também havia certo exibicionismo intelectual, porém mais sutil e discreto), agora as pessoas passaram a querer  mais que tudo “aparecer”. Elas postam fotos suas nas mais diversas situações, todas elas encantadoras e dignas de provocar a inveja de seus “amigos”, que “curtem” o que veem com toda a hipocrisia própria dos que se empenham em disfarçar seus reais sentimentos.
Temos caminhado cada vez mais na direção da superficialidade, saindo do “miolo” para a “casca”. Agora a ocupação principal de muita gente é a de exibir uma imagem encantadora de si mesma, sendo que a veracidade daquilo que se exibe interessa cada vez menos. O importante é provocar suspiros de admiração nos interlocutores cada vez mais distantes e menos relevantes.