As principais bolsas de valores do mundo seguem um dia de queda na expectativa do desenrolar do imbróglio grego. Amanhã terminará o prazo para que o governo da Grécia pague ao FMI. Provavelmente não pagarão, mas os países que compõem a zona do Euro continuam dispostos a negociar. Segundo a chanceler alemã, a saída da Grécia do bloco pode ser fatal para seu país. Mas as medidas impostas são severas demais e estão levando o povo grego ao sacrifício.
O Euro segue sua saga de forte desvalorização e hoje vale um pouco mais que U$1,00, ou seja, um pouco mais de R$3,12. É impossível não fazer um paralelo da situação vivida pela Grécia com a que vivemos nas décadas de 80 e 90. Passado que anda nos rondando e nos ameaçando novamente. A Grécia tem muito o que aprender com o nosso exemplo e nós com o exemplo deles. Um Estado inchado e mal intencionado, que maquiou sua contabilidade e um povo acostumado às benesses governamentais, agora são obrigados a conviver com restrições cruéis. O governo grego decretou feriado bancário e somente os aposentados foram autorizados a sacar, porém o limite é de 120 euros por semana.
Para você ter uma noção, o Euro se desvalorizou mais de 11%, entre janeiro e março deste ano, em relação ao dólar. Mesmo com a Europa com problemas fiscais em diversos países, sendo o caso mais grave o da Grécia, eles conseguiram uma performance melhor do que a nossa. O real se desvalorizou mais 13%. Foi a moeda que mais perdeu valor frente ao dólar. De fato é uma guerra cambial de proporções mundiais, mas os números mostram que a nossa situação é preocupante.
Em vésperas da nossa moeda completar 21 anos assistimos ao trabalho árduo do Ministro da Fazenda para tentar levar adiante o ajuste fiscal, porém essas medidas esbarram no campo de guerra que virou a câmara e o senado. Tumulto causado por pessoas que nada entendem de economia, que é o caso do Dep. Eduardo Cunha e do Sen. Renan Calheiros. Fico revoltada com você, que elege e reelege esses chupadores de sangue, bandidos, aproveitadores... não faltam adjetivos.
O pavor que me abate é de um possível rebaixamento do rating brasileiro pela Standard & Poor's e o perigo de um salto na inflação. A inflação é medida de expectativa e a economia brasileira ainda possui mecanismos de indexação. Estamos cutucando onça com vara curta.
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