Sabe aquela sensação de
vergonha alheia, quando somos acometidos por um sentimento de desonra? É isto
que sinto em relação a Presidente Dilma. Se eu tivesse que escolher uma frase
para explicar este momento, a frase seria a do Ministro do TCU, Augusto Nardes:
“As contas de Dilma não estão em condições de serem apreciadas.”. E colocaria
no fim aquele ‘emoji’ de bochechas rosadas.
Não foi um simples erro
ou um pequeno engano, foi uma lambança generalizada. É como a criança que ganha
seu primeiro caderno de caligrafia e a professora pede que ela refaça por causa
dos garranchos. Não chegamos neste caos do dia para noite. Desde o segundo
semestre de 2008, que discutimos os possíveis desdobramentos da manutenção, no
longo prazo, de medidas expansionistas. A insistência nesta burrice, pra mim,
só tem uma explicação: crescimento a todo custo para sair bem na foto em um
flerte perigoso com a inflação.
Poucos países, com o
mínimo de seriedade, viveram de forma tão clara as consequências de
intervenções estatais desastrosas quanto o Brasil. Ao abrirmos os jornais
diariamente, podemos notar o resultado do que se passou chamar “Nova Matriz
Econômica”. Que de nova não tem nada. Os erros cometidos pelo padrão PT de gestão
são antigos e primários. Pegamos o ‘delorian’, só que de volta para o passado,
onde qualquer bordel de Madureira era mais organizado do que nossas contas
públicas. Voltamos ao tempo onde o céu era o limite.
No mais, o Banco
Central continuará aumentando a selic para tentar conter a inflação, mas, em minha
opinião, não terá muito sucesso, pois a inflação tem origem na desvalorização
cambial e no reajuste dos preços administrados pelo governo. Esses aumentos só
afetarão ainda mais o investimento e o consumo. Também estamos aguardando pela
nota de rebaixamento da Standard&Poor’s sobre nosso grau de investimento,
que é dada como certa avaliando o cenário. Nossa dívida bruta aumentou em
níveis preocupantes. Tudo para atender a corte petista. Estaginflação e muitos “olê,
olê, olê, oláááá, Dilmá, Dilmáááá” são nosso futuro.
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